O #arsênico é um dos tipos de veneno mais perigosos encontrados na natureza. O elemento químico, assim como a água, não tem cor, não tem cheiro e é invisível. Neste exato momento você pode o estar ingerindo em pequenas doses, sem nem mesmo se dar conta disso.

Segundo os cientistas, uma das fontes do arsênico no mundo contemporâneo é a água mineral. Sim, a água que muita gente consome diariamente pode contar uma pequena quantidade do veneno. Estudos recentes tentam relacionar o seu consumo com a diabetes, especialmente a tipo 2, tida como a mais perigosa.

Um estudo divulgado por pesquisadores da Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos, liderado pela Dr.ª Ana Navas-Acien, afirma que o arsênico presente na água mineral está associado à casos de diabetes tipo 2.

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Mais especificamente, a alta taxa de arsênico no sangue pode elevar a chance de uma pessoa desenvolver esse tipo de diabetes em quase 4 vezes. A pesquisa apontou que, dos 800 voluntários estudados, aqueles que haviam desenvolvido o diabetes tipo 2 tinham 26% mais arsênico no sangue que os demais.

Os cientistas suspeitam que o veneno está por trás da #Doença. O arsênico, não se sabe ainda como, pode estar inibindo o processo de transformação da glicose presente no sangue em energia através da glicose. Explicando em outras palavras, a substância pode estar dificultando o pâncreas de produzir a quantidade de insulina que o corpo necessita para transformar o açúcar presente no sangue em energia.

Além da diabetes, o arsênico está associado a outros tipos de doenças incluindo vários tipos de câncer, como o de pulmão, bexiga e até o de pele.

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O veneno, em pequena quantidade, pode ser encontrado não só na água, como em alguns alimentos, como a castanha.

Na água, há uma certa tolerância em relação às quantidades de arsênico presentes. Nos Estados Unidos, a água potável pode contar até 10 microgramas de arsênico. Já no Brasil, esse limite é de apenas 5 microgramas.

O grande perigo, alertam os pesquisadores, está no fato de que a água proveniente de poços artesianos pode conter quantidades do veneno muito acima do tolerável. Em grandes quantidades, o arsênico pode matar ou adoecer uma pessoa gradualmente, sem que se saiba a causa real do problema. E em relação à isso, o alerta é que não existe um nível considerado seguro para o elemento.

No Brasil, a lei é clara em relação aos poços e obriga às empresas a contratarem um químico responsável para fazer a análise da água, Mas, na prática, por conta dos custos, não é o que acontece. A única garantia dos consumidores é a vistoria realizada periodicamente no varejos pelos órgãos de vigilância sanitária.

O problema em relação ao arsênico é o aumento do consumo de água mineral e da água proveniente de poços artesianos, sem praticamente nenhum controle. Por causa disso, milhões de pessoas no mundo todo podem estar se envenenando lentamente sem ao menos suspeitar. #água mineral