O planeta Terra esteve muito próximo de colidir com um asteroide. A rocha tem o tamanho de um prédio de dez andares e não trazia perigo de extinção da humanidade. Ela poderia causar muito estrago caso caísse em algum lugar habitado. Na manhã de segunda-feira (9) o #Asteroide chamado de 2017 AG13 passou em uma distância equivalente à metade da distância entre a Lua e a #Terra.

Dezenas de bombas atômicas

O programa de monitoramento Catalina Sky Survey, da Universidade do Arizona, identificou a rocha no último sábado. O fator mais preocupante é que o asteroide foi visto já muito próximo à Terra, o que impossibilitaria qualquer tomada de ação para impedir a #colisão.

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Caso tivesse atingido a Terra esta rocha porosa de 34 metros de largura teria virado poeira quando passasse pela atmosfera, mas o impacto com a atmosfera liberaria 700 Kilotons de energia, algo dezenas de vezes mais devastador que a bomba atômica de Hiroshima. O som do impacto seria semelhante ao que se escuta em um dia de tráfego pesado, por ocorrer a 16 km do solo.

Os impactos de asteroides com a terra, de acordo com os cientistas, são regulares e acontecem a cada 150 anos, mais ou menos. Quando um asteroide caiu na Rússia em 2013 foi algo que assustou muitas pessoas devido à explosão de luz e às milhares de janelas quebradas na cidade de Chelybinsk. De acordo com o cientista Mark Sykes, diretor do Instituto de Ciência Planetária no EUA, as quase colisões que ocorrem não são tão raras “Não é um evento tão incomum”, diz.

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Em janeiro, de acordo com a agência espacial americana NASA, pelo menos 38 encontros próximos com asteroides muito parecidos com o 2017 AG3 ocorrerão.

O telescópio responsável por detectar as ameaças ao nosso planeta, o NEOCam, avista apenas rochas espaciais maiores que cerca de 140 m de largura. Logo, o asteroide 2017 AG3 passou desapercebido. O objetivo do telescópio é descobrir pelo menos 10 vezes mais objetos que estejam em colisão com a terra do que os programas de monitoramentos anteriores.