A Agência Espacial Americana (NASA), por meio do programa voltado à detecção de cometas e asteroides, Near-Earth Object Wide-campo Infrared Survey Explorer (NEOWISE), descobriu dois novos astros, que passarão próximos à Terra em fevereiro e em janeiro.

Segundo astrônomos do NEOWISE, em 25 de fevereiro um corpo celeste com tamanho estimado entre 0,5 e 1 km de largura, chegará a 51 milhões de quilômetros da Terra.

Apesar de ser uma distância relativamente próxima de nós, conforme medidas astronômicas, cientistas enfatizam não haver possibilidade de colisão com a Terra em fevereiro, ou em qualquer momento do futuro previsível.

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Todavia, outro objeto descoberto, classificado de cometa e nomeado de C/2016 U1, passará perto do nosso planeta em 14 de janeiro, e poderá ser visto no céu noturno com auxílio de binóculo.

Pesquisadores salientam que na primeira semana de janeiro, até o cometa alcançar o maior ponto de aproximação com o Sol, no dia 14, ele poderá ser observado no hemisfério Norte, no céu do Sudeste, pouco antes do nascer do Sol.

No entanto, o C/2016 U1 não estará visível no Brasil.

ASTRO PRÓXIMO A JÚPITER

Identificado em 27 de novembro, pesquisadores batizaram o corpo celeste de 2016 WF9. O pretenso asteroide, que segue em direção a Júpiter, levará cerca de 4,9 anos até completar a órbita em torno do gigante gasoso. Depois disso, se aproximará da Terra, conforme cálculos da NASA.

Embora haja certeza sobre o corpo material do 2016 WF9, astrônomos ainda discutem se ele é um asteroide ou um cometa - astros celestes remanescentes da formação do sistema solar.

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No entanto, asteroides são objetos constituídos de materiais rochosos ou metálicos. A dúvida sobre a origem do astro acontece em decorrência de fatores inusitados.

É que apesar do objeto refletir a luz como um cometa, ele não possui a característica nuvem de gás, que esse tipo de rocha espacial apresenta ao passar perto do Sol.

Estudiosos explicam que as nuvens de gás se formam devido ao fato do material congelado aquecer e sublimar, passando de sólido a gasoso, resultando na cauda associada aos cometas.

De acordo com o líder do projeto NEOWISE, James Bauer, membro do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, o objeto celeste 2016 WF9, “pode ter origens cometárias”.

Tudo indica que 2017 será um ano de descobertas astronômicas. #Ciência #Mídia #Curiosidades