Nesta última terça-feira (10), a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia divulgou dados importantes sobre a doença misteriosa que vem atingindo a população soteropolitana. Ao todo foram notificados cinquenta e dois casos, desses apenas dois não foram atendidos em Salvador, sendo um caso em Vera Cruz e outro no município de Lauro de Fretas. A situação é preocupante, principalmente porque os especialistas ainda não sabem o que possa estar causando os sintomas que são bastante intensos.

Os pacientes chegam em situação já crítica para receberem atendimento, a grande maioria deles com dores musculares intensas, e em um período mais avançado de desenvolvimento dos sintomas a urina pode ficar com a coloração escura.

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Esses sinais podem ser um indicativo de falência renal e precisam ser observados de perto. É o que a Divisão de Epidemiologia da Secretaria de saúde tenta entender em conjunto com pesquisadores e médicos que nunca tinham ouvido falar da #Doença.

Segundo os dados analisados pelos responsáveis no período correspondente a quatorze de dezembro até a primeira semana deste ano, já foram contabilizados cinquenta e dois casos. Sendo que a progressão e o crescimento da quantidade de pessoas com a patologia vêm aumentando consideravelmente, até o último dia do ano passado, eram apenas trinta casos.

Segundo o responsável pela contabilização dos casos, não é possível precisar com certeza se existe mesmo um aumento, ou seja, se novos casos apareceram, ou se apenas eles foram levantados tardiamente. Ao que tudo indica se trata mesmo de uma infecção crescente.

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Para tentar entender o que está acontecendo no estado da Bahia, diversos cientistas já tentam desvendar os motivos que provocam os sintomas. Duas hipóteses já foram levantadas, uma delas de que se tratasse de um vírus, que seria transmitido através do peixe.

Um dos fatores em comum entre todas as pessoas que procuraram os serviços de atendimento é o fato de elas terem ingerido peixe. No entanto, essa não parece ser mais a hipótese principal. Outra possibilidade seria uma toxina também passada através da carne de frutos do mar, crustáceos e peixes, mas ainda não foi confirmada. Ao que parece ainda existe muitas dúvidas, e por isso os pacientes estão sendo monitorados de perto.

#Medicina