A Lua é o único satélite natural da Terra e o quinto maior do Sistema Solar. Sua rotação está em sincronia com nosso planeta e nos mostra sempre sua face visível com seus mares vulcânicos e crateras. Todos nós sabemos que sua gravidade influencia as marés, a fertilidade das mulheres e também que a regularidade de seus ciclos está presente em calendários das mais diferentes culturas antigas. Um fato curioso: no céu, o satélite parece ter o mesmo tamanho do astro rei, pois sua distância orbital é 30 vezes maior que o diâmetro da Terra, o que nos possibilita ver um eclipse total do Sol.

No final dos anos 1950, sondas russas não tripuladas do Programa Luna foram as pioneiras a atingir a superfície lunar.

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As Missões Apollo do governo americano, a partir de 1968, foram as primeiras tripuladas e, em Julho de 1969, o comandante da Missão Apollo 11, Neil Alden Armstrong, gravou sua pegada histórica no solo arenoso da Lua do século 20.

Foram estas missões que, durante três anos, recolheram quase 400 quilos de rochas lunares. A notícia surpreende desta semana veio das análises de zirconitas , minerais que preservam as origens da história geológica. Estas amostras trazidos da Lua pela Apollo 14, em 1971, foram avaliadas por cientistas da Universidade da Califórnia, dentre eles Mélanie Barboni, autora principal do estudo de oito zirconitas em estado puro. Sua análise é baseada na redução da atividade radioativa do urânio nas rochas e pode indicar um número mais próximo da idade mínima da Lua: de 40 a 140 milhões de anos a mais do que se pensava.

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A Lua, originária da Terra?

Este estudo traz também à tona uma nova teoria para a formação do satélite: ao invés de 100 milhões, a Lua pode ter sido formada cerca de 60 milhões de anos após o Sistema Solar. Até então, a teoria aceita sobre a formação da Lua ditava que sua origem estaria no choque de um corpo celeste do tamanho de Marte, responsável por quatro quintos da totalidade dos materiais formadores e que a Terra contribuiria com o restante desde total. No entanto, o fato de os materiais formadores de Lua e Terra serem quase idênticos sempre intrigou os pesquisadores.

As medições do decaimento radioativo das rochas lunares mostraram aos cientistas da Universidade da Califórnia que estas se transformavam em chumbo e revelavam quando as zirconitas apareceram pela primeira vez no oceano primordial de magma da Lua. O manto e a crosta lunares teriam surgido do resfriamento deste mesmo magma. O surgimento da Lua, então, ganha uma nova teoria: ao invés de um único impacto, múltiplos choques de pequenos corpos celestes teriam escavado a superfície de nosso planeta também em gestação, resultando em satélites de composição semelhante à Terra.

Para os românticos, a Lua continuará misteriosa e inspiradora. Porém, este novo fato, além de instigar nossa curiosidade, com certeza, impactará também no entendimento dos astrônomos sobre o processo evolutivo da Terra. #Ciência #Astronomia #Curiosidades