O coração dispara, parece que o ar ao redor não é o suficiente; um apagão mental te domina e seus músculos insistem em se retesarem. Esses são os sentimentos básicos de uma crise de ansiedade. Mas não se limitam a isso. No mundo, 33% da população sofre desse transtorno, e cada uma das pessoas descreveria de uma forma - diferente ou não. É um problema psíquico ainda pouco desmistificado.

De acordo com a Previdência Social, os transtornos psicológicos são a terceira razão pela qual as pessoas se afastam do trabalho no Brasil. O número de pessoas com esse problema é grande, e a procura por ajuda é pouca. Um terço das pessoas do mundo são vítimas da #Ansiedade, segundo o psiquiatra inglês Daniel Freeman.

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Algo tem que ser feito para que a medida seja menor - quem dera fosse inexistente.

O problema é que muitas pessoas nem ao menos sabem que são ansiosas em um nível patológico, e é aí que entra o preconceito. A população é carregada com a discriminação das doenças mentais, mesmo que seja com elas próprias.

Além de tudo isso, ainda há diversos motivos para que as pessoas sejam patologicamente ansiosas. E essa #Doença psíquica pode se abranger e se transformar em coisas piores, como #depressão, fobia e até mesmo alguns transtornos, como o de pânico, obsessivo-compulsivo, de estresse pós-traumático, de ansiedade social ou ansiedade generalizada. E esses são só alguns exemplos.

A ansiedade é, de forma geral, um sintoma disfuncional da personalidade, que acaba criando sensações físicas e psicológicas.

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O ansioso normalmente sente medo sem saber o motivo, uma tensão que surge com uma possibilidade de perigo iminente e uma antecipação de um sofrimento futuro. De acordo com o psicólogo Frederico Mattos, essa patologia pode surgir com o acúmulo de diversas negligências internas com as próprias necessidades. Isso é, quando um indivíduo esquece de prestar atenção em si mesmo e enche seu tempo com atividades automáticas.

É justamente nesse momento que entramos em um questionamento. O que estamos fazendo para o número de pessoas ansiosas ser tão grande? Com tantas possibilidades do que fazer, é evidente que enchemos nosso tempo com coisas - muitas vezes inúteis. É trabalho, escola, faculdade, amigos, namorado (a), internet, filmes, séries. A lista é grande, e justamente por ela ser desse tamanho esquecemos de prestar atenção no que estamos fazendo com nossa vida, no que estamos pensando e sentindo.

É quase impossível achar alguém que simplesmente anda de metrô, por exemplo, sem estar se distraindo com um livro ou com o celular; e simplesmente está pensando, está em contato com seu interior.

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A ansiedade se divide em dois tipos mais comuns. O primeiro é o transtorno de pânico, onde a pessoa sente um ataque repentino de falta de ar, taquicardia e até mesmo um sentimento de morte certa. O outro é a ansiedade generalizada, caracterizado pela tontura, tensão muscular e um medo que insiste em ficar.

A parte ruim de tudo isso é que muitas vezes esses sentimentos se confundem com o que todos nós sentimos no dia a dia. E é justamente por isso que há um certo desprezo por esse tipo de patologia. Acontece que a ansiedade, junto com a depressão, é uma grande vilã da sociedade atual, e precisa ser vista como algo realmente perigoso. Afinal, como viver uma vida recheada de medo e tensões?

Abandonar o controle muitas vezes pode ser uma das soluções. Não que os ansiosos devem parar de se preocupar com as coisas, mas é necessário aprender que nem tudo está sob controle, e que às vezes acontece das coisas darem erradas. A arte também pode ser uma saída. Externar os sentimentos em forma artística é uma ótima opção para quem tem qualquer problema psicológico.