A cidade de São João del Rei, no interior de Minas Gerais, está em alerta após confirmação de caso de #Leishmaniose. O infectado é um rapaz de 18 anos de idade, morador do bairro Tijuco.

A leishmaniose visceral (LV), também conhecida como calazar, é uma #Doença que, se não for tratada, pode ser letal para o indivíduo contaminado e tem como vetor o mosquito palha. Em áreas urbanas, cachorros são os principais reservatórios do parasita causador da doença, mas não há risco de contaminação por contato direto com o animal.

Nem todos os cães contaminados pelo protozoário apresentam sintomas, mas entre os que manifestam é comum a perda de peso, queda de pelos, lesões na pele, conjuntivite, crescimento excessivo das unhas e apatia.

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De acordo com o coordenador de Zoonoses da Secretaria Municipal de #Saúde, os animais que forem contaminados devem ser sacrificados, por se tratar de uma condição crônica - embora muitos critiquem a eutanásia como medida, a qual é recomendada pelo Ministério da Saúde, mas que já foi proibida em alguns municípios do país. Caso os sintomas sejam percebidos, é necessário entrar em contato com o Centro de Zoonoses, que fica no bairro Matosinhos, para realização dos testes.

A doença só é transmitida se o mosquito palha picar o cão contaminado e depois picar uma pessoa. No ser humano, os primeiros sintomas são febre persistente, palidez e aumento do baço e do fígado, que pode ser percebido pelo inchaço da barriga. Há também perda de apetite e emagrecimento, anemia, bem como sangramento de nariz e gengiva.

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O tratamento é gratuito, mas é importante que a Unidade de Saúde seja procurada o quanto antes. Em casos mais avançados pode ser necessário internação.

Para se prevenir contra a doença é preciso estar atento ao destino do lixo e contribuir para limpeza urbana, evitando criar "abrigos" propícios ao aparecimento e concentração de parasitas. Usar repelentes e telas de proteção é altamente recomendável para evitar contato com o mosquito vetor.

Mesmo com a confirmação de uma contaminação, segundo a coordenadora de epidemiologia da região, a doença está sob controle, sendo esse um acontecimento pontual. No ano passado não houve qualquer caso de calazar em pessoas no município, mas é importante estarmos sempre alertas e nos prevenirmos.