De acordo com informações do site britânico Daily Mail, cientistas da Universidade de Juarez, localizada no Estado de Durango, México, descobriram que sintomas extremos de tensão pré-menstrual podem ser causados pelo protozoário conhecido como toxoplasma gondii – um parasita comumente encontrado em excremento de gatos.

Pelo menos uma entre doze mulheres em idade reprodutiva sofre com o chamado transtorno disfórico pré-menstrual (também conhecido pela sigla TDPM), no qual sua portadora apresenta sintomas de tensão pré-menstrual mais severos, tais como raiva extrema, baixa autoestima, depressão persistente e até mesmo a ocorrência de pensamentos suicidas.

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Até o momento, as causas mais graves do distúrbio eram atribuídas a uma complexa interação entre a flutuação hormonal e a suscetibilidade genética de cada mulher, mas a nova descoberta aponta que a presença do toxoplasma gondii no organismo feminino pode ter relação direta com a gravidade da TDPM.

Influência do parasita

Segundo o Daily Mail, no estudo conduzido pelos pesquisadores mexicanos, 151 mulheres com transtorno disfórico pré-menstrual tiveram seu sangue analisado em busca de sinais do toxoplasma gondii, e o microrganismo foi detectado em 10 voluntárias.

Surpreendentemente, quando os cientistas compararam a intensidade dos sintomas de TDPM apresentados, as mulheres portadoras do parasita tinham nove vezes mais propensão a relatar que se sentiam "fora de controle" ou "oprimidas" durante os dias que antecediam o início da menstruação do que aquelas que não tinham o protozoário no corpo.

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Os pesquisadores publicaram os resultados encontrados no Journal of Clinical Medical Research, e afirmaram que mais estudos serão necessários para corroborar definitivamente a descoberta.

Manipulando o hospedeiro

O toxoplasma gondii, causador da #Doença conhecida como toxoplasmose, é encontrado em diferentes espécies de animais, mas os felinos são seus portadores definitivos. Quando os gatos são infectados, permanecem transmitindo o protozoário por até duas semanas, tornando-se imunes após esse período.

No entanto, quando entra no organismo de um hospedeiro intermediário – aves e mamíferos, incluindo os seres humanos – o parasita pode realizar algo assustador: é capaz induzir a mudanças no comportamento, fazendo, por exemplo, que ratos e pessoas percam a aversão natural ao cheiro de urina de gato. Assim, os roedores ficam mais suscetíveis a ser predados pelos felinos, e os seres humanos passam a temer menos o contato com excrementos possivelmente infectados – o que permite que, em ambos os casos, o protozoário possa ter mais chances chegar ao seu hospedeiro final. #Saúde #Mulher