O fisioterapeuta respiratório especialista em distúrbios respiratórios do sono (DRS) vem ganhando cada vez mais espaço no mercado. O treinamento adequado na área do ##Sono habilita esse profissional aos cuidados inerentes a essa síndrome. O amplo conhecimento de anatomia, fisiologia e fisiopatologia do sistema respiratório são fatores determinantes da capacidade deste profissional em atuar junto aos pacientes.

Os efeitos advindos do uso de pressão positiva nos sistemas cardíaco e respiratório são conhecidos e base de estudo da #fisioterapia, visto que muitos apresentam interação com outras doenças, que dificultam ainda mais o tratamento.

Publicidade
Publicidade

As áreas de atuação, estando habilitado, passam desde clínicas e laboratórios do #sono, na execução de exames como: polissonografia, poligrafia, monitores portáteis), por titulação manual da pressão de tratamento, como pela leitura dos registros, treinamento de técnicos em polissonografia, adaptação e titulação domiciliar e, principalmente, do acompanhamento dos pacientes em uso de pressão positiva.

Durante a avaliação, na anamnese, deve-se levantar todo o histórico da vida do paciente em relação às suas atividades, hábitos de vida, ou seja, tudo que remete e pode contribuir ao surgimento dos sintomas característicos dos distúrbios do #sono. Observar sinais de sonolência excessiva durante o dia, cansaço, fadiga, analisar anatomicamente a face e suas alterações. Existe questionário específico, também conhecido como questionário de Epworth, que irá determinar o nível de sonolência do paciente durante suas atividades diárias, e o questionário de Berlim, que classifica em alto ou baixo o risco de apneia obstrutiva do sono.

Publicidade

Outro ponto fundamental diz respeito aos sintomas presentes como o ronco, mas vale um lembrete de que nem todos que roncam têm apneia obstrutiva do sono, mas todos que apresentam diagnóstico de apneia roncam. A falta de ar e sensação de sufocamento são características fundamentais e geralmente percebidas pelo companheiro(a), como o ressecamento na boca durante o sono, pesadelos, taquicardia, cefaleia matinal, noctúria, sonolência diurna, alterações de humor e memória, dificuldade de concentração e depressão.

A posição de dormir influencia diretamente nos distúrbios respiratórios, dentre elas a posição supina (barriga para cima) aumenta o nível de obstrução e consequentes problemas respiratórios. A escolha da máscara certa aumenta as chances de sucesso na terapia com pressão positiva. Portanto, as rinites, sinusites e desvios de septos, dificultam a respiração por máscara nasal e, nesses casos, aconselhamos uma visita ao otorrinolaringologista.

Sempre solicitamos a presença de algum familiar, normalmente quem primeiro se queixa dos roncos durante o sono, já que esses pacientes não percebem as anormalidades impostas pelos distúrbios.

Publicidade

Com a união dessas informações com a polissonografia em mãos, o fisioterapeuta pode iniciar a adaptação do paciente ao gerador de fluxo (##CPAP). Neste momento a avaliação detalhada da polissonografia direciona a forma de tratamento mais indicada, já que o nível de obstrução e a prevalência do distúrbio vão interferir na escolha da máscara e do equipamento. Diversos estudos mostraram que um dos principais motivos de desistência do tratamento está relacionado ao erro na escolha do dispositivo.

O fisioterapeuta deve estar sempre em contato com o médico que assiste o paciente, para discutir a evolução do tratamento com a pressão positiva, devido ao uso de medicação por alguns grupos, em alguns casos essa medicação pode ser reajustada, já que o uso contínuo de pressão positiva em vias aéreas, comprovadamente, contribui para o controle de doenças como hipertensão, diabetes e cardiovasculares.

Sabemos da incidência dos distúrbios respiratórios do sono na população geral, por isso uma equipe multidisciplinar deve estar envolvida no acompanhamento efetivo. A pressão positiva, nos dias de hoje, é a terapia "padrão ouro" para esses distúrbios.