Segundo dados da Sociedade Brasileira de #cirurgia bariátrica e Metabólica (SBCBM), as cirurgias bariátricas (cirurgias de redução de estômago) feitas em 2015 tiveram um acréscimo de 6,25% em relação a 2014 (os números de 2016 ainda não foram fechados).

A procura pela cirurgia bariátrica aumentou juntamente com o número de pessoas que são consideradas obesas ou com sobrepeso no Brasil. Os últimos levantamentos feitos pelo Ministério da Saúde, através do Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), mostraram que 50% da população brasileira pode ser considerada acima do peso.

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Por mais que a cirurgia bariátrica tenha se tornado mais segura com o passar dos anos, ela ainda é um procedimento que irá modificar drasticamente o organismo de uma pessoa. Por isso, antes de simplesmente se submeter ao bisturi, há algumas questões que precisam ser feitas e respondidas.

Quem poderá fazer a gastroplastia?

Segundo normas recentes do Ministério da Saúde, o procedimento pode ser feito sob as seguintes condições:

Ter no mínimo 16 anos; Índice de Massa Corpórea (IMC) acima de 40 kg/m² com ou sem doenças associadas (hipertensão e diabetes), ou; IMC entre 35 e 40 Kg/m² que sofram de diabetes e/ou hipertensão.

O paciente também precisa ter tentado, sem sucesso, emagrecer por vias tradicionais (dietas e atividades físicas) por pelo menos dois anos.

Como calcular o IMC?

O cálculo preciso é feito pelo médico segundo normas da OMS (Organização Mundial da Saúde), mas em linhas gerais é o resultado de uma divisão: peso em quilos dividido pela altura em metros ao quadrado.

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Qual o preço da cirurgia bariátrica?

Não é um procedimento barato. Dependendo do tipo de #gastroplastia indicada, pode-se chegar a R$ 40 mil. O SUS cobre a cirurgia, mas a fila de espera costuma chegar a sete anos, em média. Os planos de saúde particulares também preveem cobertura à intervenção cirúrgica, obedecendo a tempo de carência de até seis meses.

Quais são as taxas de emagrecimento oferecidas pela cirurgia bariátrica?

O "trauma metabólico" causado pela gastroplastia costuma ser grande nos primeiros seis meses e a queima de gordura é acentuada, mas varia de pessoa para pessoa. Espera-se uma perda de peso geral de 40% após dois anos, seguindo-se o tratamento pós-cirúrgico.

O que fazer com o excesso de pele?

Se uma rotina de atividades físicas localizadas forem incluídas após a convalescença pós-operatória, a capacidade de regeneração natural da pele pode dar conta do recado. Dependendo de fatores como a idade e metabolismo do paciente, uma cirurgia plástica pode ser necessária.

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Cada caso é um caso e precisa ser diagnosticado a contento.

Quais os riscos da cirurgia?

Os mesmos intrínsecos a quaisquer procedimentos cirúrgicos. Com o avanço da tecnologia, a cirurgia bariátrica tornou-se mais segura e confiável. O pós-operatório precisa de atenção, pois podem ocorrer episódios de hemorragias internas e problemas na circulação sanguínea no primeiro mês. Vômitos, diarreias e náuseas também são comuns.

Como proceder depois da cirurgia?

O paciente irá necessitar de acompanhamento nutricional e psicológico durante toda a vida. Apender a comer e a deixar de comer faz parte do processo. Como a cirurgia envolve a redução do sistema digestivo, muitos nutrientes deixarão de ser absorvidos pela alimentação, sendo necessário, na maioria das vezes, o auxílio de suplementos vitamínicos.

O acompanhamento psicoterápico se faz necessário para que a mente se acostume tanto com a repentina escassez alimentar quanto com os novos contornos do corpo. Por isso, fazer exercícios é uma parte importante do tratamento.

A longo prazo, o paciente deve tomar cuidado com a osteoporose, já que a absorção de cálcio pelos ossos é severamente reduzida e a já citada carência de vitaminas e minerais, principalmente o ferro. Casos de anemia ferropriva são comuns nesses casos.