Com a morte um tanto súbita de #Marisa Letícia, esposa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aos 66 anos de idade, em função de um #avc – Acidente Vascular Cerebral, a doença passou a ganhar maior notoriedade na mídia e entre a população em geral. Entretanto, segundo os cientistas e pesquisadores, pode haver um estágio anterior à ocorrência de um AVC, que é uma terrível doença mental que tem afligido milhões e milhões de pessoas nos quatro cantos do planeta, que é a depressão. Segundo dados informativos do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde, conduzida pelo Ministério da Saúde brasileiro, 11,2 milhões de pessoas em todo território nacional a partir dos 18 anos ou mais, sofrem do grave problema.

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Não é a toa que o médico psiquiatra brasileiro, que também é escritor e professor, Augusto Jorge Cury, disse exatamente o seguinte sobre a #depressão, a saber: “nunca despreze as pessoas deprimidas. A depressão é o último estágio da dor humana”. Tanto é assim, que um estudo feito pela “School of Population Health at the University of Queensland”, da Austrália, e veiculado no “Stroke”, periódico dos EUA, indica a relação direta da depressão com vários outros problemas de saúde. Na Austrália mesmo, por exemplo, as pessoas do sexo feminino têm aproximadamente duas vezes mais probabilidade de serem acometidas por um AVC diante de mulheres que são da mesma idade, mas não são deprimidas.

A metodologia da pesquisa médica australiana consistiu na coleta de informações em um universo de 10 mil mulheres, cujas idades iam de 47 a 52 anos, sendo que as mesmas responderam questionamentos sobre o estado de saúde mental e físico de três em três anos, começando em 1998 e finalizando em 2010.

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Durante o desenrolar do estudo, 24% das mulheres revelaram ser deprimidas e mais ainda, no transcorrer da pesquisa, exatamente 177 mulheres sofreram o seu 1º acidente vascular cerebral. Os cientistas tiveram o cuidado de separar as demais causas que elevam a chance de se ter um derrame, tais como: alcoolismo, tabagismo e hipertensão e puderam constatar assim, que as representantes do sexo feminino na pesquisa, eram 1,9 vezes mais inclinadas a manifestar um AVC, em relação àquelas outras mulheres que não eram depressivas.

Outro estudo sobre o tema nos EUA foi intitulado “Nurses' Health Study”, que detectou uma probabilidade 30% maior de AVC nas mulheres que sofriam de depressão. Em outras palavras, o cenário preocupante da relação entre a depressão e o AVC, leva à necessidade dos profissionais médicos e sociedade em geral, de que se estabeleçam ações preventivas de diagnóstico de depressão, com as mulheres na casa dos 50 anos.

É mais do que aconselhável que a pessoa que vivencia uma tristeza profunda, que insiste em permanecer, consulte com um especialista de saúde mental, podendo vir a receber fármacos que auxiliam no tratamento e até fazer terapia. Adicionalmente, se o indivíduo adota algumas atitudes, isso por si só, pode beneficiar no combate à depressão e, quem sabe, a um AVC em potencial.

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São 7 os comportamentos aconselhados para as mulheres depressivas acima dos 55 anos: prática de exercícios físicos; criar uma agenda para as tarefas do dia a dia, reforçando o sentimento da motivação; a pessoa depressiva não deveria comer demais e nem de menos, mas sim nutrir-se de uma dieta saudável de três em três horas; evitar a qualquer custo o álcool; focar-se em coisas corriqueiras e simples do dia a dia, como os fenômenos da natureza, se a pessoa novamente começa a perceber as coisas belas, ela irá encarar as obrigações diárias de modo mais divertido e até buscar por brincadeiras, passeios, viagens e afins, fugindo do que é ruim e por fim, não dormir nem de mais e nem de menos, mas sim ter horas de sono com qualidade.