Os detentores de planos de saúde sofrem com o excesso de peso e obesidade. É o que mostra um amplo estudo realizado pelo Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). De acordo com a #pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), realizada em 2015 sobre a saúde suplementar, a proporção de indivíduos com excesso de peso cresceu 12,5% no período e a de #obesos cresceu 36%.

Segundo os dados, o percentual de pessoas com excesso de peso é de 52,3% (em 2008 eram 46,5%) e a de obesos é de 17% (em 2008 eram 12,5%). São consideradas com excesso de peso, pessoas com índice de massa corporal (IMC) igual ou acima de 25, e obesas as que possuem IMC igual ou acima de 30.

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O resultado é obtido pela divisão do peso do indivíduo pela altura ao quadrado.

Para a ANS, os resultados apontam para a necessidade de um estímulo ainda maior, à adoção de um modelo de vida saudável, com a inclusão de práticas constantes de atividades físicas e melhor alimentação.

Atualmente, 383 operadoras de planos de saúde oferecem 1.481 programas de Promoção da Saúde e Prevenção de Riscos e Doenças, em especial as doenças crônicas. No total, esses programas cobrem mais de 1,7 milhão de beneficiários.

As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são um dos maiores problemas de saúde pública da atualidade. Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que as DCNT foram responsáveis por um total de 38 milhões de mortes ocorridas no mundo em 2014.

No Brasil, as DCNT são igualmente relevantes, tendo sido responsáveis, em 2013, por 72,6% das causas de morte no país, com destaque para as doenças cardiovasculares (29,7%), seguidas das neoplasias (16,8%), doenças respiratórias crônicas (5,9%) e diabetes (5,1%).

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De acordo com a OMS, um pequeno conjunto de fatores de risco responde pela grande maioria das mortes por DCNT e por fração substancial da carga de doenças devido a essas enfermidades. Entre esses fatores, destacam-se o tabagismo, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, dietas inadequadas e a inatividade física.

TABAGISMO E CONSUMO ALIMENTAR

Em contrapartida, a análise mostra que os indicadores relacionados ao tabagismo apresentaram resultados muito positivos no período. O percentual de pessoas que se declararam fumantes ficou em 7,2%, abaixo dos 12,4% identificados em 2008.

Também foram identificadas melhorias nos indicadores do consumo alimentar - em 2015, 32,9% das pessoas que participaram do estudo declararam consumir cinco ou mais porções diárias de frutas e hortaliças, durante cinco ou mais dias da semana, um aumento de 21,8% em relação a 2008 (quando o percentual foi de 27%).

Outro dado positivo diz respeito à atividade física: houve redução de 16,2% no percentual de indivíduos fisicamente inativos (16% em 2015 contra 19,1% em 2008). #sistema de saúde