Todos os anos, desde 1995, uma doença misteriosa tem atormentado a cidade de Muzaffarpur, em Bihar, na Índia.

Com o aumento das temperaturas a cada ano, em meados de maio, as crianças acordaram chorando alto de manhã, apesar de estarem saudáveis ​​na noite anterior, e obrigava seus pais a levá-las imediatamente para a emergência.

Pesquisadores que examinaram crianças doentes internadas em Muzaffarpur, entre maio e julho de 2014, encontraram um link para um surto de #Doença que causou inchaço cerebral e convulsões em crianças no Caribe, os mesmos procuraram exaustivamente para encontrar a causa, mas sem sucesso. Até agora.

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Um relatório, publicado na revista médica, The Lancet Global Health, na terça-feira, afirma ter descoberto o que está por trás da doença devastadora: a #lichia.

A grande maioria das vítimas eram crianças de baixa renda da região de fazendas de produção de lichia, que comiam as frutas que caíam no chão dos pomares.

A lichia contém toxinas que inibem a capacidade do organismo de produzir glicose, que afeta as crianças pequenas cujos níveis de açúcar no sangue, que já são baixos, são ainda mais agravados devido à dificuldade de se alimentar na hora do jantar.

Elas acordavam gritando na noite antes de sofrer convulsões e perder a consciência com um inchaço agudo no cérebro. Eram levadas ao hospital e, sem causa aparente, morriam no dia seguinte. Uma análise das amostras de sangue e líquido espinhal das crianças com a doença mostrou que elas não tinham sinais de infecção, nem estavam expostas a pesticidas, desmentindo todas as possibilidades pensadas pelos médicos.

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Mas a maioria delas tinha consumido lichia pouco antes de adoecer.

Além disso, o estudo de amostras de urina mostrou que dois terços das crianças doentes tinham evidências de alta exposição a duas toxinas encontradas em sementes de lichia, chamado hipoglicina e metileneciclopropil glicina. Estas toxinas são encontradas em níveis mais elevados em frutas verdes.

Devido à grande popularidade do alimento no paladar da população, que ao longo dos anos nunca havia recebido uma queixa negativa relacionada ao seu consumo, até o marco do início das pesquisas, a hipótese de relacionar a lichia, tão apreciada entre os consumidores e famosa por suas ótimas propriedades para a saúde, a qualquer tipo de sintoma ou causa da doença, não existia. Então os investigadores passaram a suspeitar de um outro fator, até então desconsiderado nesse caso: o consumo da fruta com o estômago vazio.

Isso levou as autoridades médicas locais a orientar os pais a se certificarem de que as crianças receberam uma refeição à noite e limitar o número de lichias que estavam comendo.

As crianças que sofrem sintomas associados com o surto são automaticamente levadas ao hospital e recebem o tratamento para hipoglicemia, ou baixo nível de açúcar no sangue. O número de casos relatados da doença, desde a descoberta caiu de centenas a cada ano para cerca de 50, segundo o New York Times. #India