De acordo com o cristianismo e com o islamismo, a masturbação é um pecado. Mas de acordo com o site de medicina e saúde Medical Daily, a masturbação feminina é um tabu, mas é perfeitamente natural e especialistas sobre #sexo, psicologia e psiquiatria afirmam que faz bem à saúde. Em pleno século 21, a sociedade está confortável com o sexo, mas não com a masturbação feminina.

Infância

Desde a mais tenra infância se leva um tapa na mão quando se demonstra curiosidade com o corpo. “Quando uma criança na pré escola é pega com as mãos próximas às genitálias, pais e professores sempre dizem, até mesmo por reflexo, ‘não faça isso’, então a mensagem passada para a criança é a de que isso é proibido”, diz Fran Walfish, um psicoterapeuta de Bervely Hills, autor do livro The Self-Aware Parent (ainda não traduzido para o português).

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“As crianças aprendem desde muito cedo a esconder o ato da curiosidade debaixo das cobertas ou debaixo da mesa”, complementa Walfish. Na verdade a masturbação é um hábito comum da infância. Meninos e meninas começam a brincar com seus genitais por volta dos 5 a 6 anos de idade. Quando completam 15, quase 100% dos garotos e 25% das meninas já levaram a masturbação ao ponto do orgasmo.

Resultado de pesquisa

A pesquisa Mosaico Brasil, liderada pela psiquiatra Carmita Adbo, coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade do Hospital das Clínicas de São Paulo, descobriu que, apesar de todas as conquistas modernas por parte das mulheres, a masturbação ainda é vista com receio ou constrangimento por boa parte da população feminina. Quase 8.500 pessoas foram entrevistadas e apenas 3% dos homens disseram nunca ter se masturbado, contra 40% das mulheres que deram a mesma resposta.

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A grande maioria confessou ter desejo de tocar-se, mas não o fazia por vergonha.

É proibida

Judeus, cristãos e muçulmanos só permitem a prática do sexo para a procriação. Fora da procriação o sexo ficou com uma imagem suja. A sexóloga Ana Cláudia Alvim Simão afirma que proibir a masturbação foi uma forma de dominar a #Mulher, tirar dela a expressão de independência e autonomia. De acordo com ela, a masturbação é prazer, mas também é um ato libertador. As feministas afirmam que é essencial para a própria identidade. No mínimo, atualmente o assunto está aberto ao debate.

Faz bem à saúde

Carolina Ambrogini, coordenadora do ambulatório de sexualidade da Unifesp - Universidade Federal de São Paulo, diz que praticamente tudo na vagina está desenhado para o prazer. Os cientistas já descobriram que a masturbação, com a liberação de várias substâncias benéficas para o corpo, dentre elas a endorfina, é um redutor de dor e um propulsor da sensação de felicidade. Já o psicanalista austríaco Wilhelm Reich diz que a masturbação é um ato de liberdade. Um direito. É um poder que está em suas mãos. #Feminismo