A NASA anunciou nesta quarta-feira (22), a descoberta do primeiro sistema planetário composto por sete mundos que possuem um tamanho semelhante ao da Terra a orbitarem uma única estrela. Além disso, três destes exoplanetas encontram-se dentro da chamada "zona habitável" do astro que orbitam, o que significa que possuem as condições de manter água em estado líquido em sua superfície – elemento essencial para a vida tal como é conhecida.

O sistema estelar em questão é conhecido como TRAPPIST-1, está a cerca de 40 anos-luz (aproximadamente 378 trilhões de quilômetros) de distância da Terra e foi encontrado com o auxílio de telescópio espacial Spitzer da NASA, que trabalhou em conjunto com vários observatórios terrestres na descoberta.

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Todos os planetas receberam o nome "TRAPPIST-1", mais uma letra minúscula que vai de "b" até "h" para diferenciá-los de acordo com a distância em que orbitam sua estrela mãe. Assim, o exoplaneta mais próximo de seu astro se chama TRAPPIST-1b, e o mais distante, TRAPPIST-1h.

A NASA especula que todos os sete exoplanetas poderiam abrigar água líquida sob as condições atmosféricas perfeitas, mas as chances de que tal cenário se mostre real são um pouco remotas. Por isso, a agência espacial americana acredita que a probabilidade de encontrar o líquido essencial à vida seja maior nos três planetas dentro da zona habitável – região ao redor de uma estrela que permite a existência de água sobre uma superfície planetária – que receberam os nomes TRAPPIST-1e, TRAPPIST-1f e TRAPPIST-1g, respectivamente.

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Mundos muito próximos uns dos outros

Usando os dados obtidos pelo telescópio Spitzer, cientistas da NASA puderam estimar as massas e densidades de seis dos sete exoplanetas encontrados (ainda falta calcular a massa de TRAPPIST-1h), o que revelou que todos eles provavelmente são rochosos e têm um tamanho semelhante ao da Terra, e que contrário de nosso mundo, podem ser "gravitacionalmente travados" – ou seja, o mesmo lado de cada um dos planetas está sempre voltado para a estrela, assim como acontece com a Lua em relação à Terra.

A agência espacial americana revelou também que todos os sete mundos encontrados ao redor de TRAPPIST-1 estão a uma distância menor do que aquela em que Mercúrio orbita nossa estrela. No entanto, TRAPPIST-1 é muito mais fria do que o Sol, o que significa que água em estado líquido pode ser encontrada em planetas que estão orbitando muito próximos àquela estrela, algo que seria impossível em nosso Sistema Solar.

Além disso, todos os exoplanetas do sistema TRAPPIST-1 estão bem próximos uns dos outros, o que significa que se uma pessoa estivesse sobre a superfície de qualquer um deles, seria capaz de ver estruturas geológicas ou nuvens nos mundos vizinhos de uma forma mais nítida do que podemos ver na Lua.

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A NASA espera obter mais dados sobre os sete planetas com o auxílio do telescópio James Webb, que será lançado em 2018. Com uma sensibilidade muito maior do que a de outros telescópios da agência americana que estão em funcionamento, James Webb será capaz de detectar elementos como metano, oxigênio, ozônio e água presentes na atmosfera de mundos distantes.

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