Recentemente, astrônomos europeus e americanos anunciaram na revista científica Nature a descoberta de sete planetas do tamanho da Terra, três deles, de acordo com os cientistas, teriam condições favoráveis à formação de #vida, visto que as suspeitas são de que há grandes chances dos planetas possuírem água em estado líquido.

Os planetas orbitam uma estrela anã, já conhecida, chamada Trappist-1. Essa estrela anã tem 8% da massa solar e é apenas um pouco maior que Júpiter. Para se ter uma noção, Michael Gillon, um dos autores da pesquisa, faz uma metáfora dizendo que se o nosso sol fosse do tamanho de uma bola de basquete, Trappist-1 seria apenas uma bola de golfe.

Publicidade
Publicidade

A descoberta

Em 2016, Michael Gillon, um astrônomo da Universidade de Liège, na Bélgica, e sua equipe, notaram que a Trappist-1 escurecia periodicamente, indicando que um planeta poderia estar passando na frente da estrela e bloqueando a luz. Seguindo essa ideia, Gillon e sua equipe descobriram três exoplanetas.

Para estudar mais a fundo a descoberta, o pesquisador contou com os telescópios Star, da Universidade de Liège, o Very Large Telescope da ESO, no Chile, o telescópio de Liverpool, na Inglaterra, e até usou um telescópio espacial da #Nasa durante 20 dias, chamado Spitzer.

A partir das informações coletadas, os cientistas calcularam que não haviam apenas três exoplanetas, na verdade, haviam sete. Com essa descoberta, pode-se verificar o tempo de translação, a distância da estrela, a massa e o diâmetro dos sete exoplanetas.

Publicidade

Conclusão

Todos os exoplanetas que foram encontrados no sistema podem, potencialmente, conter água em sua superfície, porém, estudos climáticos feitos pelos astrônomos sugerem que três planetas estão no que a astronomia determina como uma possível zona habitável. Isso significa que as suas superfícies podem conter água em estado líquido sob as condições ideais de pressão atmosférica.

Os astrônomos reconhecem que necessitam de mais informações para caracterizar com mais detalhes os novos planetas, porém esse é um grande passo para a astronomia fazer cada vez mais novas descobertas. #Universo