Um fragmento de corpo celeste com aproximadamente 10 quilômetros de diâmetro despencou sobre estado de Yucatán, que fica ao sul do México, há aproximadamente 66 milhões de anos, despertando uma era fria e obscura, o que teria arrastado quase todos os animais e toda vegetação, inclusive os dinossauros (que significa "lagartos terríveis"; em grego, apesar dos dinossauros serem classificados como répteis, pois possuíam uma postura ereta diferente da do lagarto). O buraco formado pela colisão é chamado de Cratera Chicxulub, porque fica próximo da cidade de mesmo nome.

Depois da colisão, o nível de enxofre na atmosfera era muito alto, acarretando um período de muito frio e escuridão, diz a cientista Julia Brugger: que elabora sua defesa de doutorado no Instituto Potsdam de Pesquisa do Impacto Climático, na Alemanha, com relação ao extermínio dos dinossauros.

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Conforme a cientista, os dinossauros não tiveram muita sorte quando o fragmento celeste caiu naquele lugar. E continuou dizendo que, caso aconteça outra colisão no futuro, provavelmente não ocorra dessa maneira. Concluiu afirmando que nem todas as localidades do planeta têm grande quantidade de enxofre.

Questionamentos sobre o desfecho do impacto

Um jornalista da DW, empresa televisiva da Alemanha, faz algumas perguntadas para entender o caso.

Em uma de suas perguntas, ele a questiona sobre qual teria sido o seguimento das ocorrências, perguntando como um fragmento de 10 quilômetros de diâmetro se colide com a Terra e o que aconteceria posteriormente a isso.

A cientista responde dizendo que, a princípio, talvez existissem terremotos, fogo em grandes proporções e tsunamis. Continuou dizendo que após aconteceu uma queda de temperatura muito forte.

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E finalizou afirmando que os dinossauros, no ano seguinte ao do impacto, não tinham mais que 2% de luz disponível para iluminar a Terra. Disse que tinha pouca luz e que tudo era bastante obscuro.

O frio

A cientista afirmou que, além de os dinossauros morrerem queimados, por conta dos incêndios, também morreram de frio.

De acordo com ela, a movimentação do corpo climático geralmente vem um pouco depois. E que o primeiro ano, após o choque, quase não houve luz solar, entretanto, o ano mais congelante foi o terceiro, pois o corpo climático necessita de um tempo para dar prosseguimento ao processo.

Ela também afirmou que antes do impacto a Terra tinha uma temperatura média aproximada em 19°C. Quando a colisão aconteceu, ela esfriou para aproximadamente 8°C negativos, comprometendo, dessa forma, a vida dos seres vivos no planeta. #dinossauro #extinto