De acordo com o site Daily Mail, um #Tratamento desenvolvido por pesquisadores na Espanha permitiu que cinco pacientes portadores de HIV ficassem por sete meses sem tomar qualquer remédio para controlar os níveis do vírus causador da #AIDS em seus corpos, e tudo o que tiveram que fazer foi tomar uma série de apenas três injeções.

Atualmente, o controle do vírus no organismo humano é feito através do uso diário dos chamados medicamentos antirretrovirais (ARV). Estas drogas surgiram na década de 1980, e elas atuam de modo a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico do portador de HIV.

Entretanto, é necessário fazer o uso de pelo menos três antirretrovirais diferentes ao mesmo tempo, e, além disso, o paciente pode sofrer com vários efeitos colaterais causados pelas medicações, tais como: insuficiência renal e hepática, diabetes, osteoporose, diarreia, náusea, vômitos, depressão, convulsões, entre outros.

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Tratamento promissor

O novo tratamento que faz o uso da injeção – desenvolvido pelo Instituto de Investigação da AIDS IrsiCaixa, localizado em Barcelona – ainda não foi testado em larga escala, mas os cientistas que o criaram acreditam que ele já pode ser considerado uma cura funcional – ou seja, a administração da vacina é capaz de promover a supressão permanente do HIV e diminuir a quantidade do vírus no organismo, mas sem eliminar a infecção completamente.

Segundo o Daily Mail, a Dra. Beatriz Mothe, do Instituto IrsiCaixa, afirmou que o tratamento desenvolvido é a prova de que, através da vacinação terapêutica, pode ser possível reeducar as células T, responsáveis por controlar os níveis de HIV.

Sucesso parcial

Até o momento, apesar dos esforços da ciência, não existe uma vacina que previna e nem que elimine completamente o vírus causador da AIDS, então os pesquisadores espanhóis tiveram a ideia de testar injeções terapêuticas que tivessem a capacidade de manter os níveis de HIV extremamente baixos no organismo de uma pessoa já infectada, de modo que este quadro clínico se estendesse por meses ou até anos sem que houvesse a necessidade de fazer o uso de medicamentos.

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Usando uma vacina anti HIV produzida pelo professor Tomáš Hanke, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, a Dra. Mothe e seus colegas iniciaram um estudo com a participação de 13 voluntários que haviam começado a tomar drogas antirretrovirais em um prazo máximo de seis meses após terem sido infectados com HIV, e que continuaram o tratamento por mais ou menos três anos.

Os participantes tomaram uma série de três vacinas e pararam de usar a medicação ARV, e após quatro semanas, a quantidade de vírus voltou a aumentar no organismo de oito dos voluntários. No entanto, os outros cinco pacientes ficaram entre seis e 28 semanas sem ter seus níveis de HIV aumentados – de fato, o vírus chegou até a ficar temporariamente indetectável.

Esta é a primeira vez que uma vacina terapêutica foi capaz de reforçar significativamente o sistema imunológico de portadores de HIV. Testes anteriores alcançaram uma taxa de sucesso de contenção do vírus em apenas 10% dos pacientes, enquanto que a pesquisa espanhola obteve um índice de êxito de 38%.

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Ainda de acordo o Daily Mail, o Dr. Steven Deeks, médico e pesquisador da Universidade da Califórnia, em São Francisco (EUA), afirmou que está "cautelosamente otimista" com os dados obtidos na Espanha, e que mais pesquisas serão necessárias para corroborar o sucesso parcial obtido com o novo tratamento. #Medicina