A #Música pode ser usada como agente de inclusão social, pois todo ser humano é sensível a ela. Mesmo aqueles com deficiência auditiva são capazes de senti-la por meio de suas vibrações. Não é diferente com as pessoas com #Síndrome de Down. A musicalização pode ser usada como estímulo e aprendizado através do desenvolvimento de habilidades motoras e a criatividade das pessoas com deficiência. Segundo a pesquisadora Ana Célia de Lima Viana, a fala, os sentidos e a expressão corporal podem ser desenvolvidos através do canto, da dança e do tocar um instrumento. “Na Síndrome de Down a percepção, comunicação, concentração, criatividade e trabalho em equipe também são fatores que evoluem bastante a partir da música.”, afirma.

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Crianças com Síndrome de Down precisam ser estimuladas, desde o nascimento, para que consigam vencer suas limitações, amadurecendo funções neurais, para aprender e desenvolver. O psiquiatra Carlos Leandro Ribeiro diz que a criança portadora da Síndrome de Down tem o desenvolvimento mais lento que o do bebê normal, porém, apesar de mais dependente, é apta a trilhar as diversas fases e etapas do seu desenvolvimento, viver normalmente com suas famílias e participar da comunidade como profissionais. Para isso, essa criança deve ser estimulada.

As crianças com a Síndrome têm o seu desenvolvimento físico e mental mais lentos do que o de outras crianças da sua idade. Sendo assim, os estímulos devem contribuir para as funções motoras e sensoriais, além da função auditiva, da fala e da atenção.

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O desenvolvimento das crianças com a síndrome está intimamente relacionado ao estímulo e incentivo que recebem, sobretudo nos primeiros anos de vida. Os exercícios estimuladores devem ser cuidadosamente seguidos, respeitando as etapas do movimento da criança, para que, assim, se torne mais fácil superar as diferentes fases.

A musicoterapia é uma das possibilidades para a estimulação de crianças portadoras de Síndrome de Down. A linguagem musical, dos objetos sonoros, da exploração de seus sons e dos seus elementos, influenciam o desenvolvimento psicomotor infantil de uma maneira geral. As técnicas devem estimular a experimentação dos diferentes tipos de sons, como as vibrações dos instrumentos e da própria voz. Chamar a atenção para as vibrações dos instrumentos sonoros, das suas texturas e da temperatura dos instrumentos de metal, de madeira, de palha, de plástico e as suas diferenças, através do tato contribui para a coordenação e a percepção dos materiais do meio. A Educação Musical e a Síndrome de Down podem caminhar juntas, não só como uma aplicação terapêutica, mas também como aplicação pedagógica, fazendo com que esses alunos aprendam música, de fato.

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A musicalização é um auxílio na vida de todos, a professora de música do Conservatório Estadual Padre Maria Xavier, Eliane Santos explica que “o contato com a música, os diversos instrumentos e estilos musicais desde os primeiros anos de vida, ajudam o desenvolvimento da coordenação motora, na sensibilidade auditiva, estimula e a sociabilidade”. A professora se sente lisonjeada por poder participar de alguma forma da formação musical de crianças e principalmente de crianças com Síndrome de Down. Segundo ela, é bom ser desafiada a experimentar as dificuldades, entender as especificidades e diferenças e, ainda assim, saber transformar isso em um bom trabalho.

A sociedade insiste em rotular o que é “normalidade”, mas ainda que as crianças com Síndrome de Down tenham um desenvolvimento mais lento, é notável a reação a cada música, a cada atividade de estímulo. O desenvolvimento dessas crianças pode ser fluente no movimento do seu próprio tempo, através da arte que promove a inclusão social: a música. Afinal, todo ser humano é sensível a ela. #Saúde