Não deveria, mas o tema ainda é tabu. Menstruação. Faz parte do universo feminino. Da menarca até à menopausa, são décadas experimentando as mais variadas sensações e sentimentos relacionados ao ciclo menstrual. Nos próximos dias, mais uma novidade: uma palavrinha composta chamada #coletor menstrual estará no centro do debate por um motivo muito pontual. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (#Anvisa) vai regulamentar os coletores menstruais. Isso porquê, ao que parece, esse "acessório" está fazendo bastante sucesso entre as mulheres.

O coletor menstrual é um copinho de silicone, ajustável ao corpo, que coleta o sangue do período menstrual.

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Normalmente ele é fabricado com material hipoalergênico e antibacteriano. Se colocado corretamente (as primeiras vezes podem ser um pouco desajeitadas), pode segurar o fluxo por até 12 horas. Ele já existe desde a década de 30, mas só agora vem ganhando adeptas e defensoras. O coletor tem vantagens bastante interessantes: é ecológico, tendo em vista que um absorvente pode demorar até 100 anos para se decompor e o coletor é reutilizável (desde que devidamente higienizado a cada fim do ciclo menstrual), mais higiênico, pois além de evitar as trocas constantes de absorventes, evita que a mulher fique em contato com sangue o tempo todo e pode ajudar a mulher a entender melhor o próprio ciclo menstrual.

No ano passado, as vendas do coletor alcançaram a impressionante marca de crescimento de 352%.

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Por isso, a decisão da Anvisa de fazer essa regulamentação. Entre as determinações do Órgão, que deve ser publicada nos próximos dias no Diário Oficial da União, estão a de que os coletores sejam fabricados com material atóxico, hipoalergênico e sem fragrância, que os fabricantes expliquem detalhadamente no rótulo o modo de uso e conservação do produto e mencionem o risco - ainda que muito raro - de ocorrência da Síndrome do Choque Tóxico, uma doença causada pelas toxinas de algumas bactérias e que pode levar à morte.

Ao contrário dos absorventes internos, o coletor é colocado na entrada da vagina. Ele vem com uma haste que serve para retirá-lo da vagina, e, normalmente, é vendido em lojas online. O preço ainda é um pouco salgado, variando entre 80 e 120 reais. #Saúde