Você sabia que o #crack está entre as #drogas mais viciantes e que matam mais rápido em todo mundo? Ele foi originado da heroína. Para se baratear o custo e torná-la mais viciante, vários compostos químicos foram adicionados à cocaína.

A base do crack é cocaína, éter e bicarbonato de sódio misturada em água quente. Quando a mistura esfria, ela vira pedra e é consumida, em cachimbo, fumada. Como é fumado, chega mais rápido ao cérebro e vicia muito rápido pois seu efeito é intenso e de curta duração. Cerca de 5 a 10 minutos.

O crack é mais viciante que a cocaína porque, quando cheirada, a cocaína segue o caminho da cadeia respiratória.

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Já o crack vai para os alvéolos e cai na corrente sanguínea, chegando em cerca de 15 segundos ao cérebro.

A droga, então, aumenta consideravelmente a produção de dopamina e essa overdose de hormônio causa a euforia. Logo depois do "barato", o cérebro tem uma redução incomum do hormônio necessitando de nova carga de dopamina. Então, o usuário sente a necessidade de consumir novamente a droga. E são ciclos de 10 em 10 minutos, por isso o desespero em se consumir mais e mais da droga. O ciclo causa dependência.

Quais são os efeitos do crack em curto prazo?

Logo após a euforia o usuário experimenta uma forte depressão. Ele também pode apresentar taquicardia, espasmos musculares e convulsões. A droga pode deixar a pessoa ansiosa, agressiva, paranoica e irritada. Os #efeitos podem ocorrer dias após a utilização da droga.

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Além disso, em curto prazo é comum o usuário ter ataque cardíaco, derrame cerebral, insuficiência respiratória que culminariam em morte súbita.

Outro risco iminente advém do fato da droga ser misturada com diversos componentes químicos para redução de custo. Quando queimados, alguns podem ser tóxicos e podem causar morte por asfixia. Comum também o usuário ter os dedos queimados, por ter que segurar o canudo de inalação quente.

Assista ao vídeo que tem circulado nas redes de um viciado após utilizar a droga:

Efeitos de longo prazo

Se o usuário resistir aos danos de curto prazo, certamente o sistema respiratório ficará comprometido para toda vida. O indivíduo, mesmo adicto, terá maiores riscos cardíacos, fígados e rins comprometidos e mais suscetível a doenças infecciosas.

É comum também que o indivíduo tenha espasmos musculares e tenha alucinações paranoicas.

Como ajudar um dependente?

Faz-se importante reconhecer o usuário e fazê-lo entender que está doente. Muitas vezes não é possível. Cuidado com as palavras, pois qualquer juízo de valor pode bloquear a comunicação.

Procure centros de apoio a usuários. Entidades como os Centros de Apoio Psicossocial Álcool e Drogas (CAPSad) oferecem ajuda de graça. O telefone é (61) 3315-9144 . A internação voluntária assistida também é uma excelente opção.

Em casos muito extremos a família opta pela internação mesmo sem anuência do paciente. Cabe a família decidir, mas o fato é que a permanência na droga pode matar o usuário.