A pílula anticoncepcional é o método contraceptivo predileto de 61% das brasileiras, segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Há 50 anos disponível no Brasil, este método que previne a gravidez tem perdido espaço para tratamentos alternativos que possuam o mesmo objetivo, mas com menos efeitos colaterais.

A primeira cartela de pílulas, desenvolvida pela enfermeira e sexóloga Margaret Sanger, surgiu em uma época na qual as mulheres puderam, pela primeira vez, optar por fazer sexo quando quisessem e sem medo de engravidar. Dessa forma, elas poderiam se dedicar aos estudos e à profissão, se distanciando do futuro ao qual maioria delas estava destinada: a maternidade e cuidar dos afazeres domésticos.

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Entretanto, atualmente, tem sido comum encontrar nas redes sociais, depoimentos que evidenciam o problema do uso constante deste medicamento. Algumas mulheres têm sentido efeitos colaterais devido à alta concentração de hormônios presentes nessas pílulas, que podem causar a trombose, embolia pulmonar, excesso de peso e problemas cardiovasculares. Em determinados casos, a consequência do uso do medicamento pode ser fatal.

Diante disso, as mulheres têm solicitado cada vez mais aos seus médicos, métodos contraceptivos alternativos, com efeitos colaterais praticamente nulos e, de preferência, sem hormônios. Segundo a ginecologista Carla Martins, que é membro da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o perfil dessas mulheres que estão em busca de novos métodos é jovem, com um nível de escolaridade maior e que estão cientes da existência de novas formas de prevenção da gravidez.

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É claro que esses medicamentos não são utilizados apenas para evitar a gestação. Além de ser um dos métodos contraceptivos mais seguros, a pílula também é utilizada para outros tratamentos, entre eles o de reposição hormonal durante a menopausa. Nesses casos, as mulheres estão buscando novas formas de obter o mesmo resultado sem ter que ingerir o medicamento.

É importante destacar que antes de qualquer decisão é necessário consultar um médico especializado. Apenas ele pode dizer quais são os riscos e benefícios na hora de abandonar a pílula. Além de auxiliar na busca de novos métodos com menos efeitos colaterais e que sejam mais adequados de acordo com seu organismo. #Comportamento #Saúde #Mulher