Pesquisadores do Instituto Italiano de Tecnologia (IIT) conseguiram desenvolver uma retina artificial que, até o momento, conseguiu devolver a visão a ratos de laboratório. Animados com os resultados, os cientistas pretendem realizar testes em humanos ainda este ano.

A retina é uma membrana localizada no segmento posterior do globo ocular e suas células receptoras têm como função converter imagens e estímulos luminosos em impulsos elétricos a serem processados pelo cérebro. Doenças degenerativas, como a retinose pigmentar, matam estas células, causando uma perda progressiva da visão.

Como as doenças degenerativas retinais não danificam os nervos oculares próximos à retina, o implante desenvolvido em laboratório funcionou perfeitamente, possibilitando a conversão de estímulos luminosos em sinais elétricos capazes de serem decodificados pelo cérebro.

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O implante é constituído por uma fina camada de um polímero condutor sustentado por uma base e revestido com um polímero semicondutor, sendo este último responsável por captar fótons quando os olhos absorvem luz. Quando isso ocorre, estímulos elétricos acionam os neurônios retinais, corrigindo as falhas na retina danificada.

Testes realizados apenas 30 dias após o procedimento comprovaram que ratos transplantados conseguiam enxergar de forma semelhante aos ratos saudáveis. Dez meses depois, os ratos foram novamente submetidos a testes, e os implantes continuaram se mostrando eficazes. Aparelhos de tomografia utilizados para monitorar as atividades cerebrais, constataram que os ratos apresentaram melhoras palpáveis durantes testes de sensibilidade à luz.

Com isso confirmou-se a ativação do córtex visual primário, parte do cérebro responsável por viabilizar o exercício da memória visual, um tipo de memória que nos permite lembrar de imagens que já não estão ao alcance dos nossos sentidos.

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Os resultados comprovaram que o implante ativa circuitos neurais residuais da retina danificada.

Apesar de ainda não ter testado o procedimento em seres humanos, os cientistas envolvidos na pesquisas estão otimistas e esperam ter respostas definitivas no início de 2018. #Ciência #Curiosidades #Medicina