A #vida pode não ser uma fenômeno raro no universo. Esta afirmação pode ser ao menos um dos desdobramentos do recente resultado encontrado por pesquisadores internacionais em Quebec, Canadá, e divulgados nesta quinta-feira, 2, na revista britânica Nature.

Embora as conclusões ainda sejam polêmicas, os pesquisadores dizem não ter dúvidas sobre a descoberta.

Eles afirmam ter encontrado as mais antigas evidências confirmadas de vida na Terra por meio do estudo de fósseis que remontam a cerca de 4,28 bilhões de anos. Se considerarmos que a própria terra se formou a cerca de 4,54 bilhões de anos, em escala geológica, isso representa algo como um estalar de dedos.

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A pesquisa foi feita em um leito oceânico constituído por fontes hidrotermais. Nas rochas os pesquisadores encontraram túbulos e filamentos compatíveis com a ação de seres vivos. Tudo leva a crer, com base nas evidências químicas, que estes filamentos são restos de bactérias que metabolizam ferro, ou seja, a forma de vida mais primitiva do planeta.

Busca de vida fora da Terra

A descoberta sugere que outros locais onde haja condições semelhantes pode haver potencial para a existência de vida e o nosso sistema solar está repleto de candidatos. Um exemplo pode ser a lua Europa, de Júpiter, ou Encélado, de Saturno. Ambas têm oceanos encobertos por uma espeça camada de gelo. Marte, em um passado distante, também já apresentou as mesmas condições.

A propósito, Marte já teve condições muito parecidas com a da Terra, o que pode significar que, enquanto estas bactérias começaram a se desenvolver por aqui, por lá pode ter ocorrido o mesmo.

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Os dois planetas predispunham basicamente dos mesmos elementos químicos e de tempo para desenvolvimento.

Este fato leva um dos cientistas envolvidos na pesquisa, Matthew Dodd, a afirmar que espera-se encontrar evidência de vida passada em Marte há cerca de 4 bilhões de anos. Se esta hipótese não se confirmar é porque é possível que a Terra tenha sido uma exceção e seja um caso excepcional.

Dado que os compostos que formaram a Terra são encontrados de forma abundante no universo, não é improvável que a vida também tenha se desenvolvido fora dos limites do sistema solar.

A recente descoberta feita pela NASA de um sistema solar a 40 anos luz da terra com sete planetas que orbitam uma estrela denominada Trapist-1, dos quais três estão na chamada “zona habitável” (onde há possibilidade de existência de água em estado líquido, condição necessária para a vida tal como a conhecemos) anima os cientistas na busca de vida extraterrestre e estimula o imaginário das pessoas.

Por outro lado, considerando que só agora a descoberta desses fósseis foi realizada, podemos ter uma ideia do quão complexo e desafiador é investigar a vida em suas origens, isso porque estamos falando do nosso planeta, ou seja, debaixo dos nossos próprios narizes. #extraterrestre #fosseis