Os seres humanos, como agentes sociais, estão em constante contato uns com os outros e nesse processo interminável de sociabilidade, transmitem e são infectados por inúmeros vírus, parasitas, alguns benéficos, e outros nem tanto, a maioria são causadores de doenças infectocontagiosas. Certamente não é se isolando que você vai se prevenir de certas doenças e sim tomando alguns cuidados, principalmente na higiene, na alimentação e no contato com as outras pessoas.

Doenças emergentes em humano começam geralmente como zoonoses, ou seja, enfermidades de animais. Muitas vezes trata-se de vírus que já se tornaram endêmicos entre os bichos, ou seja, acompanham os animais há tanto tempo que coevoluiram com eles e já não causam mais a morte de seus hospedeiros, cujo sistema imunológico aprendeu a lidar com os parasitas.

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Com o avanço da tecnologia na área de saúde, especialistas se apresaram em afirmar que muitas doenças, principalmente as viroses, seriam facilmente controladas. Ocorre que doenças como Catapora, Caxumba, Poliomielite, Raiva, Rubéola, Sarampo, Varíola voltaram a infectar seres humanos, tornando-se verdadeiras máquinas de matar.

É o caso da #Febre Amarela que reapareceu com força total no ano de 2017 no Brasil. Só o Estado de Minas Gerais já possui 422 casos confirmados em 54 municípios e 137 mortos. Segundo o Ministério da Saúde, ao todo foram notificados 1.006 casos suspeitos da doença, sendo que 751 estão em investigação e 75 foram descartados. Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Pará e Tocantins lideram o ranking nacional. Mas o que realmente você precisa saber para se prevenir da febra amarela?

De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), como a transmissão urbana da febre amarela só é possível por meio da picada de mosquitos Aedes aegypti, a prevenção da doença deve ser feita evitando sua disseminação.

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Os mosquitos criam-se na água e proliferam-se dentro dos domicílios. Para quem vai viajar para áreas com risco de febre amarela, a recomendação é se imunizar com pelo menos dez dias de antecedência.

Os sinais e sintomas mais comuns da febre amarela são: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos que duram, em média, três dias. Nas formas mais graves da doença, podem ocorrer icterícia (olhos e pele amarelados), insuficiências hepática e renal, manifestações hemorrágicas e cansaço intenso.

Em suma, o aparecimento de velhas e novas doenças é também um problema ambiental. A humanidade avança rapidamente sobre as florestas tropicais, habitats que concentram a maior diversidade de vida, portanto, de vírus, dos ambientes terrestres. O desmatamento e a expansão da fronteira agrícola acabam provocando uma sobreposição dos territórios de seres humanos e vírus. O resultado é a infecção por doenças novas e desconhecidas. Portanto, é preciso “Cultivar e guardar a Criação”, pois a saúde que todos desejam provém das relações respeitosas com o meio ambiente, com a cultura, enfim, com a própria vida.

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#Doenças Emergentes #Cuidado com a vida