Cientistas norte-americanos do Hospital Infantil da Filadélfia conseguiram desenvolver um útero artificial. O dispositivo consiste em uma bolsa preenchida por fluidos e tubos de sangue. A inovação tem por objetivo ajudar no tratamento de crianças que nascem prematuras e em estado crítico, por conta do mau desenvolvimento dos órgãos.

O aumento nas chances de sobrevivência de crianças prematuras

Segundo o cientista Alan Flake, que é cirurgião fetal do Hospital da Filadélfia e um dos pesquisadores do projeto, “o útero artificial é construído para dar continuidade ao processo que ocorre no útero natural”. Em estudos com ovinos, os pesquisadores conseguiram reproduzir o ambiente e as funções do útero e da placenta.

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Apenas nos Estados Unidos, nascem anualmente aproximadamente 30 mil crianças prematuras em estado crítico, com cerca de 5 a 7 meses de gestação. Os dados gerais mostram que cerca de 10% dos nascimentos no país são de crianças prematuras (antes de 37 semanas de gestação) e uma parte dessas crianças se desenvolve com sequelas, devido à malformação dos órgãos. Assim, num futuro próximo os cientistas pretendem desenvolver esta tecnologia, para que seja possível salvar vidas de crianças que nascem prematuras.

O sucesso nas pesquisas

Os cientistas estão criando oito ovelhas nos úteros artificiais que receberam o nome de Biobag, os animais foram retirados dos úteros de suas mães através de cesárea e em seguida colocados na Biobag. A solução que preenche as bolsas têm propriedades semelhantes às do fluido amniótico na placenta da mãe, e o cordão umbilical é conectado a uma máquina externa que realiza a oxigenação do sangue e faz o mesmo fluir através do coração.

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Nas pesquisas com ovinos, os cientistas têm obtido resultados bastante satisfatórios. Os animais desenvolveram normalmente cérebro e pulmões, além disso já abriram os olhos e apenderam a engolir. A pesquisa representa um grande avanço na medicina, porém os pesquisadores ainda tem muito trabalho pela frente até que o dispositivo possa ser utilizado para salvar vidas de crianças recém nascidas. Ainda segundo Flake, são necessários mais dois ou três anos de testes para comprovar a segurança e eficácia da Biobag e, ao todo, pode demorar até dez anos para que o aparelho esteja completamente pronto e licenciado para ser utilizado nas maternidades.

O estudo completo foi publicado na revista científica Nature Communications. #criança #utero #prematura