Uma das coisas que dá dor de cabeça e no coração dos pais é quando seus filhos nascem antes do prazo. Os bebês prematuros possuem mais chances de apresentar problemas de #Saúde do que os que nascem de nove meses. Com isso, mesmo tendo cuidado superior aos nenéns que nascem no prazo correto, eles tem mais chances de terem doenças e de, infelizmente, falecerem.

Partindo desse ponto, cientistas dos Estados Unidos desenvolveram o chamado "útero extrauterino", que funcionaria como a barriga da mãe, mas após o nascimento do bebe, é claro. A técnica, de acordo com os pesquisadores que nela trabalham, vai ajudar a aumentar a chance de sobrevida dos prematuros.

Publicidade
Publicidade

A informação foi dada com destaque por uma reportagem do jornal 'Folha de S. Paulo' desta terça-feira, 25.

Alan Flake, cirurgião que trabalha em um hospital infantil e que ajuda no projeto, explica como funciona o útero externo. Ele diz que toda a estrutura foi pensada, exatamente, com um único intuito: funcionar como o útero da mãe, mas em condições adversas. A técnica já está sendo testada em animais. O primeiro mamífero escolhido para teste foi o cordeiro (que tem gestação normal de 150 dias). #Bebês cordeiros, que nasceram antes do prazo do fim da gestação, foram colocados no "útero extrauterino" e conseguiram realizar o seu crescimento normalmente, até mesmo no que visa o aparecimentos dos órgãos. A técnica, caso consiga o mesmo efeito em humanos, promete ser revolucionária.

Todos os coerdeiros que participaram da experiência saíram dos úteros de suas mães com 112 dias, o que para humanos, de acordo com os pesquisadores, equivaleria a 5 ou 6 meses e meio de gestação.

Publicidade

Os cordeiros passaram 28 dias nos úteros artificiais e cresceram saudáveis. Tudo acontecia normalmente, como ocorre dentro da barriga da mãe. Os animais comiam, abriam os olhos e tinha sua lã crescendo, mesmo paradinhos dentro do dispositivo. Em um ano, apenas nos Estados Unidos, nascem cerca de 30 mil bebês, não apenas antes dos nove meses, mas também no chamado estado crítico. A técnica poderia ajudar a salvar a vida de muitas dessas crianças.

Além de eficiente, o novo tratamento promete ser superior aos já existentes, no quesito preço. Já existem dispositivos que ajudam as crianças a se desenvolverem, mesmo nascendo prematuras, mas esses são considerados muito caros e, por isso, infelizmente, ainda não são de acesso da população comum. Os testes em humanos devem começar em três anos. #Ciência