Desde que os primeiros casos de Dengue, Zika e Chikungunya foram identificados, campanhas de #combate ao mosquito foram criadas e ganharam intensidade com o passar do tempo, visto que os casos continuam aumentando no Brasil. Além dessas, campanhas de prevenção e de reconhecimento dos sintomas têm chegado diariamente às casas dos brasileiros. Conhecer e saber identificar o quadro clínico dos três tipos de #doenças causadas pelo mosquito é, além de necessário, imprescindível para que as pessoas estejam aptas a ajudar quem possa ter sido picado pelo mosquito e esteja com uma das doenças.

A situação é grave e há que se ter consciência disso.

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As frentes de combate precisam ser reforçadas e a prevenção precisa ser algo rotineiro. Cada brasileiro precisa ser responsável pelos cuidados de prevenção em sua residência e na vizinhança - o mosquito não pode vencer essa guerra. A população consciente e unida é bem mais forte que ele.

Antes de abordar os sintomas das doenças causadas pelo mosquito, há que se reforçar um alerta: o caso é sério, e falamos de vida e morte - em alguns casos, a vida fica com sequelas graves. O mosquito é uma ameaça até mesmo a quem ainda não nasceu, uma vez que a microcefalia está relacionada à zika. Portanto, aprofunde seus conhecimentos sobre como identificar os sintomas e quais são as formas de prevenção e combate ao mosquito.

Os sintomas da Dengue, Zika e Chikungunya

Na Dengue, o indivíduo pode ter três quadros clínicos: não apresentar os sintomas, neste caso diz-se que a infecção é “assintomática”, apresentar sintomas leves ou apresentar todos eles, de forma grave, que pode causar até morte.

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A primeira manifestação que o indivíduo pode ter é a febre alta, de 39° a 40°C, que pode durar de 2 a 7 dias. Além da febre, outros sintomas podem indicar a infecção:

  • dor de cabeça
  • prostração
  • fraqueza
  • dores nos olhos
  • dores no corpo e articulações
  • coceira na pele
  • em 30 a 50% dos casos surgem manchas vermelhas pelo corpo
  • náuseas e vômitos podem ser comuns
  • perda de peso

Em sua forma grave, a doença causa dor abdominal intensa, sangramento das mucosas e vômitos persistentes.

A Zika tem entre seus principais sintomas a febre baixa (ou ausência de febre), dor de cabeça, manchas vermelhas na pele (no 1º ou 2º dia da manifestação), coceira e vermelhidão nos olhos, e surgimento de ínguas. Com menos frequência pode ocorrer vômitos, tosse, dor de garganta e inchaços nas articulações.

É alto o número de casos em que não há manifestações clínicas - cerca de 80%. De forma geral, a doença é benigna e entre o 3º e 7º dia da infecção, os sintomas podem desaparecer. Apesar disso, a dor nas articulações pode se manifestar ainda por algumas semanas.

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Formas graves da doença são raras, mas já houve um caso no Brasil, que levou o infectado à morte.

Zika x microcefalia

Associada à Zika está a microcefalia, causada pela picada do mosquito em mulheres grávidas, principalmente no primeiro trimestre da gestação. O bebê nasce com uma malformação congênita, na qual o cérebro não se desenvolve como deveria. Ainda não há tratamento para a microcefalia, apenas acompanhamento do bebê e programas que visam o bem-estar e desenvolvimento da criança. A microcefalia causa retardo mental em 90% dos casos, e as sequelas variam. Por isso, as gestantes devem intensificar os cuidados durante a gestação, tanto nos pré-natais quanto nas medidas de prevenção para evitar picadas do mosquito.

A Chikungunya apresenta, de início, febre alta e dores intensas nas articulações (pés, mãos, pulsos, tornozelos e dedos). O infectado pode apresentar dor de cabeça, manchas vermelhas na pele (entre o 1º e 4º dia, em 50% dos casos) e dores nos músculos. Esses sintomas surgem no período de 2 a 12 dias após a pessoa ser picada pelo mosquito. Quem tem a infecção, fica imunizado para sempre - não há como ter chikungunya mais de uma vez. Aproximadamente 30% dos casos são assintomáticos, ou seja, não apresentam sintomas.

É importante buscar atendimento médico tão logo os sintomas sejam identificados. Tratar qualquer uma das doenças logo no início significa grandes chances de cura e reduz as chances de sequelas. A chikungunya ainda não tem tratamento específico, mas o profissional indicará o que o paciente deverá fazer para se restabelecer.

Prevenir e combater: vamos acabar com o mosquito

Um dos principais focos do mosquito é água parada - e não se engane que é somente aquela água que junta em recipientes e fica velha e suja. O mosquito tem preferência por água limpa, por isso, atenção redobrada. Lugares com incidência de umidade, como cozinhas, áreas de serviço e lavanderias têm que estar sempre secas. Nas aberturas das casas se deve usar tela, assim como em ralos. Recipientes como potes de água de animais domésticos, baldes e outros devem estar sempre limpos e com a água trocada (no caso da água de animais). Evitar o acúmulo de água da chuva também ajuda a prevenir, assim como evitar o acúmulo de lixo.

Há coisas para as quais nem sempre nos damos conta, mas que também devem ser observadas: vasos de plantas, troque a água do prato por terra; geladeiras, limpar e secar o recipiente onde acumula água (se o recipiente não sair, use uma esponja para ir absorvendo a água).

Ações com a comunidade também devem ser feitas, como a fiscalização da rua e da vizinhança, e a limpeza de qualquer espaço que possa ser um potencial foco de proliferação.

#dengue, zika e chikungunya