Por meio da linguagem repleta de simbolismos e metáforas, o último apóstolo vivo de Jesus Cristo, João, ficou exilado na ilha grega de Patmos por determinação de representantes do Império Romano e foi esse mesmo João que escreveu uma das cenas mais estarrecedoras da história da humanidade, que ficou eternizada em filmes do cinema e outras obras literárias, que não somente o livro bíblico original do Apocalipse.

Na descrição da narrativa que cresce palavra a palavra, João vê o galope nervoso e extremamente rápido de quatro cavaleiros. Ele chega inclusive a escutar o som do tropel dos cavalos, algo que se assemelha a um trovão.

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A retratação dessas figuras é tão real que impressiona; sendo que o 1º dos animais é de cor branca, o qual está sendo montado por um rei imponente. Na sequência vem um outro cavalo de coloração afogueada e o seu cavaleiro é capaz de acabar com a paz em toda a superfície da terra. O 3º cavalo é tão preto como a profunda escuridão de uma noite sem lua e estrelas, cujo cavaleiro impunha uma balança, profetizando que faltarão alimentos aos humanos.

Todavia o que interessa a todos a respeito da temática do artigo é o último cavalo, um animal pálido e descorado, apontando o aparecimento de doenças e outros perigos mortais, sendo montado por um temido cavaleiro, que é a Morte acompanhada da Sepultura, destinada a ceifar o maior número possível de vidas!

Independente da #Religião de cada pessoa, crenças, valores ou de como esses mesmos indivíduos percebem a existência humana ao longo dos milênios, fato é que surge no continente africano uma “nova” #Doença, que é causada por uma terrível infecção por bactérias, que se mostra extremamente contagiosa e que, provavelmente, é a causa raiz de um surto enigmático surgido na Libéria, país da costa Oeste da África, de acordo com as mais recentes informações liberadas por especialistas e autoridades da área de saúde dos Estados Unidos no dia 8 de maio, segunda-feira.

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Já se sabe que a bactéria em si pode provocar a terrível meningite, que nada mais é do que um processo infeccioso perigoso no cérebro e também infecções na corrente sanguínea. A Libéria, em curto espaço de tempo, identificou o acometimento de 31 doentes pelo surto, com a ocorrência de 13 óbitos.

Vale frisar que o germe em questão é disseminado quando alguém entra em contato com uma outra pessoa infectada. Tanto é assim, que todos os que ficaram próximos das vítimas estão sofrendo monitoria das autoridades médicas do governo local. O curioso e também mórbido, é que a grande maioria dos pacientes compareceu em um sepultamento na Libéria no último dia 22 de abril.

O CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) norte-americano pode testar partículas com amostras de restos de um total de quatro das pessoas que morreram e identificaram uma bactéria chamada de “Neisseria meningitidis”. Esse antígeno é o principal responsável por todo um "cinturão de meningite" na região geográfica conhecida como África subsaariana.

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A bactéria descoberta fica localizada na área da garganta, geralmente causando confusão mental e de percepção dos sentidos, podendo vitimar irremediavelmente as pessoas em pouquíssimas horas.

O que a ciência se empenha em pesquisar e evitar, é que assim como o cavalo descorado e veloz do livro do Apocalipse, que esse mesmo surto não tenha tempo suficiente de se transformar em um novo #Ebola ou AIDS.