O equipamento australiano Square Kilometer Array Pathfinder, inaugurado há 4 dias, mal começou a vasculhar o espaço e já apresenta informações intrigantes para os astrônomos: a detecção de diversas e raras ondas de rádio - ou rajadas rápidas de rádio (FRBs).

Os emblemáticos sinais, originados a bilhões de anos luz da nossa galáxia, provenientes da constelação de Leão (Leo), são difíceis de estudar devido a curta duração - apenas milissegundos.

Até o momento, estudiosos não fazem ideia de como as FRBs se formam. Inclusive, não descartam a hipótese do envolvimento alienígena nas transmissões.

De acordo com o jornal britânico Express, edição de terça-feira (23), cientistas do conceituado Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica, argumentaram, no início do ano, que a tecnologia extraterrestre empregada nesse tipo de fenômeno “não deve ser descartada”.

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O assunto também repercutiu no jornal Daily Mail - veja as manchetes.

Até mesmo um dos pioneiros na descoberta dos misteriosos sinais, detectados pela primeira vez em 2007, Dr. Jean-Pierre Macquart, da Universidade Curtin, localizada em Bentley, Austrália Ocidental, admite a estranheza do evento cósmico.

"O universo tem mais imaginação do que nós", comenta.

Embora não existam provas de civilizações inteligentes além da Terra, a hipótese é avaliada como credível, no ambiente científico atual.

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O físico teórico Avi Loeb do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, por exemplo, aborda o assunto de forma pragmática.

"Essas explosões podem ser vazamentos de transmissores de tamanho planetário alimentando sondas interestelares em galáxias distantes", conjectura.

Ainda falta aprimorar

Apesar de ter descoberto as enigmáticas rajadas rápidas de rádio em apenas 4 dias de funcionamento, o telescópio australiano, manipulado por membros da Organização de Pesquisa Científica e Industrial da Commonwealth (CSIRO), da Universidade de Curtin, e do Centro Internacional de Pesquisas de Rádio #Astronomia (ICRAR), descobriu as novas explosões com apenas oito pratos em atividade.Pratos, para quem não sabe, são equipamentos semelhantes às antenas parabólicas.

Segundo membros do CSIRO, o telescópio conta com 36 pratos no total. Quando o aparelho estiver completo, eles serão usados para vasculhar um ponto específico no cosmos, ou diferentes direções, afim de encontrarem novas FRBs.

Atualmente, o objeto pode analisar 240 graus quadrados de uma só vez. Pesquisadores também ressaltam que a nova explosão, batizada FRB170107, “foi extremamente brilhante”, facilitando a localização das rajadas rápidas de rádio. #enigma #Curiosidades