De tempos em tempos, uma doença nova aparece - ou uma velha ressurge - combinando facilidade de disseminação com alto índice de mortalidade entre os pacientes infectados. Nos últimos tempos, #Doenças surgidas na África ou na Ásia, principalmente, tais como as gripes suínas e aviárias, têm chamado atenção nas manchetes de jornal e causado pelo mundo a fora pequenos pânicos.

Felizmente, até o momento, nenhuma doença repetiu os feitos desastrosos da Peste Negra medieval ou da Gripe Espanhola, logo após a Primeira Guerra Mundial. Além de causar milhões de morte no mundo e milhares de mortes só no Brasil, a ponto de Nelson Rodrigues, algumas décadas depois, perguntar quem não tinha morrido de gripe espanhola no Rio de Janeiro, a doença também matou o presidente eleito do país, Rodrigues Alves, que havia conseguido novo mandato doze anos depois de deixar a presidência.

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Suspeita-se que o chefe de estado soviético, Sverdlov, tenha morrido de gripe espanhola.

Um novo risco à saúde humana está tirando o sono dos responsáveis por políticas públicas. Trata-se do #fungo Candida auris, que foi isolado primeiro mo Japão no final da década passada, mas tem sido encontrado em pacientes em países tão diferentes e distantes uns dos outros quanto Quênia, Alemanha, Kuwait, Noruega, Israel e Venezuela, além de vários outros. Recentemente, ele foi encontrado em pacientes internados em clínicas estadunidenses.

Foram registrados 53 casos da doença no país que já foi liderado por George Washington e hoje é presidido por Donald Trump: em boa parte desses casos, a contaminação pode ser atribuída a períodos em que os pacientes estiveram em hospitais localizados no estado americano de Nova Iorque, mas 27 pessoas foram contaminadas sem contato algum com um hospital, o que significa que a atuação do fungo não está limitada a apenas um tipo de ambiente.

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Além de sua espantosa dispersão, outra característica ameaçadora do fungo é sua taxa de mortalidade altíssima: estima-se que quase três em cada cinco pessoas que o contraem acabam morrendo. Além disso, o Candida auris é resistente a maioria dos fungicidas que a população pode achar disponíveis no mercado. Segundo os especialistas, pessoas com o sistema imunológico debilitado, recém-nascidos, idosos e pessoas que sofrem de doenças crônicas estão entre os indivíduos mais suscetíveis à contaminação pelo fungo Candida auris.