Recentemente, ganhou grande exposição a ideia de que uma pesquisa havia comprovado que homens que consomem material adulto tendem a sofrer de disfunções eréteis, levando muitas pessoas a ligar o consumo desse tipo de material à impotência sexual. Isso, claro, leva água para o moinho das pessoas e grupos que, por razões religiosas, morais ou ideológicas, opõem-se à existência ou à legalidade ou à disseminação de conteúdos que exploram a sexualidade.

Na verdade, a pesquisa mencionada existe, mas a realidade é um pouco mais nuançada do que certas versões dos fatos fazem parecer. Uma pesquisa sobre os efeitos do consumo de conteúdo erótico foi apresentada durante o 112° Encontro Científico da Associação Americana de Urologia em 12 de maio deste ano.

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A pesquisa entrevistou 312 voluntários heterossexuais do sexo masculino.

Um subgrupo desses voluntários, correspondendo a pouco mais de 3% da amostra em questão, revelou preferir masturbar-se enquanto assiste a vídeos adultos a praticar sexo com uma parceira. Nesse pequeno grupo, sim, encontrou-se uma tendência maior do que a média a sofrer de #disfunção erétil e especula-se que o consumo excessivo de material adulto possa ter algo a ver com esse resultado.

Segundo Joseph Alukal, que, além de porta-voz da Associação Americana de Urologia, é professor-assistente de urologia e de ginecologia/obstetrícia e Diretor de #Saúde Reprodutiva Masculina da Universidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, o estímulo visual, frequentemente, aumenta a excitação tanto em homens quanto em mulheres. Porém, quando a maior parte do tempo é gasta vendo material adulto e usando-o para masturbar-se, é possível que o indivíduo perca o interesse em encontros sexuais no mundo real.

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Outro ponto a levar em conta é o fato de que a amostra abrangida por essa pesquisa, 312 voluntários que foram encontrados em clínicas urológicas, é relativamente pequena e provavelmente não muito representativa da população masculina.

Outros dados interessantes da pesquisa são os dados ligados à frequência de consumo de material adulto. Pouco mais de 60% dos voluntários disseram que não faz uso desse tipo de conteúdo. Dos homens restantes, pouco mais da metade relatou consumir esse tipo de material menos de uma vez por semana.

Pouco menos da metade relatou consumir esse material uma ou duas vezes por semana. Pouco mais de um quinto disse consumir esse tipo de material entre três e cinco vezes por semana. Por fim, cerca de 10% disse consumir material adulto mais de seis vezes por semana. #Ciência