Mães fazem tudo por seus filhos, e a negligência desta máxima é uma das principais críticas que Katie Britton-Jordan, uma britânica de 38 anos, da cidade de Derbyshire vem enfrentando. Katie é mãe de Delilah, uma garotinha de 3 anos, e percebeu que tinha três nódulos no peito enquanto a amamentava. Em sua consulta médica em julho de 2016, descobriu que eram de fato tumores malignos de câncer.

O tratamento recomendado para a doença era iniciar imediatamente a preparação para a mastectomia (remoção de parte ou da mama completa), quimioterapia e radioterapia, mas ela recusou todos e decidiu fazer uma longa pesquisa sobre tratamentos alternativos para o câncer, mesmo ouvindo de seu médico que poderia morrer caso não iniciasse o tratamento.

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A mãe de Delilah então decidiu adotar integralmente a dieta vegana e alguns tratamentos não clínicos para tratar seus tumores, e pela alta concentração de alguns suplementos que a dieta proporciona, acabou desenvolvendo um quarto tumor. Mas isto não desmotivou Katie.

Segundo ela, se preferisse o tratamento convencional, estaria envenenando seu organismo e viver com as sequelas da quimioterapia e radioterapia seria muito pior para ela e sua família. Desde então sua família lhe deu apoio.

Seu pai de 70 anos vende seus quadros para ajudar a pagar os tratamentos alternativos de Katie. Sua mãe tem busca sempre novas receitas veganas para o cardápio da família e seu marido, Neil, de 52 anos, tem dado apoio total a sua decisão.

Seus amigos e alguns parentes, porém, se mostram preocupados sobre o futuro de Delilah, pois entendem que a decisão pode encurtar a vida de Katie, que não estaria presente em momentos cruciais da vida da filha.

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Mas ao mesmo tempo em que recebe críticas, inclusive afirmando que ela não quer fazer a mastectomia por questões estéticas, Katie também recebe apoio de desconhecidos que acompanham sua saga nas redes sociais.

Atualmente, além da dieta vegana, a britânica também fez tratamento em uma câmera hiperbárica de oxigênio puro, que oxigena todas as células do corpo. Para acompanhar a evolução dos tumores, Katie não quis fazer as tradicionais tomografias por conter radiação e prefere pagar um exame de imagens termográficas que acusa a formação de concentração de fluxos de sangue novo, que seria a indicação da formação ou evolução dos tumores.

Suas despesas estão girando em torno de 10 mil libras esterlinas (R$ 44 mil) com todos estes tratamentos, mas tem mais. Agora Katie está criando uma espécie de "vaquinha virtual" para custear outros tratamentos alternativos que ela pesquisou, como um que injeta extratos de plantas no corpo para melhorar o sistema de defesa do corpo e um tratamento diferenciado de imunoterapia feito no México ou na Áustria, que promete estimular o sistema imunológico para que ele combata o câncer sozinho.

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Médicos alertam, porém, que terapias alternativas são indicadas para agir em conjunto aos tratamentos regulares, e que a decisão de Katie é muito arriscada. #Opinião #Alimentação Saudável #Saúde