Na última semana, o telescópio australiano Square Kilometer Array Pathfinder, em apenas quatro dias de uso detectou enigmáticos sinais de rádio no #Espaço profundo, as chamadas rajadas rápidas de rádio (FRBs, sigla em inglês).

Intrigados, cientistas conjecturaram a chance delas serem originadas a partir da tecnologia alienígena.

Contudo, segundo o jornal britânico The Sun, de sexta-feira (26), estudiosos jogaram um verdadeiro ‘balde de água fria’ nos adeptos da vida extraterrestre, ao elucidarem a incógnita – veja a manchete.

Eles explicam que os sinais, de apenas milissegundos de duração, são emanados a partir de um ‘berçário estelar’, formado por estrelas de nêutrons ‘recém-nascidas’.

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A energia oriunda dessas estrondosas explosões é impossível de mensurar. Por exemplo, o sol demora cerca de dez mil anos para transmitir a mesma quantidade da energia expelida por esses astros, que levam apenas frações de segundos para isso.

Agora, uma equipe de cientistas de diferentes países, auxiliada pelo telescópio Hubble, acredita ter rastreado a origem do evento em uma pequena galáxia batizada FRB 121102, na constelação de Auriga, a 2,4 bilhões de anos-luz da Terra.

Shriharsh Tendulkar, astrônomo da Universidade McGill, no Canadá, e outros pesquisadores, apontam a detecção de diversas rajadas rápidas de rádio na borda de galáxia, produzidas por estrelas de nêutrons em desenvolvimento.

Essas estrelas de nêutrons, explica Tendulkar, são criadas quando astros gigantes explodem em supernovas.

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Em síntese, elas produzem as maiores explosões detectáveis no universo – confira a foto tirada pelo Hubble.

No entanto, quando se trata de cosmos, tamanho não é documento. De acordo com os profissionais, esses astros são tão densos, que apenas uma estrela equivalente ao tamanho de uma colher, tem o peso estimado em cerca de um bilhão de tonelada.

E eles avaliam que é a partir desses fenômenos que as FRBs se originam. "As observações do Hubble nos permite obter uma imagem muito nítida", disse o astrônomo da Universidade McGill.

Nem tão convincente assim

Embora cientistas estejam confiantes de finalmente descobrirem a procedência das misteriosas rajadas rápidas de rádio (FRBs), ao constatarem indícios do episódio na parte externa da constelação de Auriga, a dúvida permanece.

Jasper Hamill, jornalista científico do The Sun, destaca o aspecto confuso desses sinais, ao enfatizar que rajadas observadas em outras partes do universo podem ser de origem alienígena.

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“No entanto, rajadas de outras partes do espaço profundo ainda poderiam ser de estrangeiros, porque a última descoberta não explica completamente todos os outros sinais semelhantes que foram apanhados recentemente”, declara. #Curiosidades #Astronomia