Com o acirramento das relações diplomáticas, políticas e, principalmente, militares em pleno século XXI, entre as nações mais poderosas da Terra, incluindo as superpotências nucleares como Estados Unidos, Rússia, China, Coreia do Norte, entre outras, o temor global de uma 3ª Guerra Mundial ou a destruição da vida no planeta, via artefatos nucleares, se torna cada vez mais algo tangível, preocupando os diferentes governos e principalmente a população civil.

Todavia, o que poucas pessoas sabem é que aqueles que consigam sobreviver milagrosamente a uma explosão nuclear com uma potência de uns 10 quilotoneladas, ou seja, o equivalente a 66% da potência destrutiva de cada uma das 2 bombas lançadas pelos norte-americanos no ano de 1945 (quase final da 2ª Guerra Mundial) sobre o território japonês, é que além de evitar o pânico, se é que isso é possível, essas mesmas pessoas terminantemente não deveriam tentar escapar do epicentro da explosão entrando em um automóvel.

Quem pensa que a escolha acima seria a melhor opção, está redondamente equivocado, pois nem o metal e nem o vidro do automóvel são capazes de proteger o ser humano dos efeitos colaterais provenientes da radiação da explosão atômica, conforme atesta Brooke Buddemeir em um artigo da publicação “Business insider”, ele que é especialista em temas direcionados à proteção radiológica.

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Em uma situação de explosão nuclear, o caos certamente se instalaria nas áreas atingidas, o que por si só já invalida a fuga do local por meio de um automóvel, devido às condições psicológicas e físicas dos demais condutores e população em geral, postos contra a vontade nos escombros de uma destruição que assumes ares do #Armagedom.

Por outro lado, o perigo mais mortal é a instauração de uma condição a qual os cientistas chamam de “poço radioativo”, que ocorre sempre após uma explosão nuclear, que nada mais é do que uma mistura de composição extremamente complexa resultante dos subprodutos da explosão ou radioisótopos criados no transcurso do processo da desintegração na estrutura dos átomos, emitindo assim, a mortífera radiação gama.

Um ser humano exposto em condições críticas tem as suas células corporais irremediavelmente danificadas, manifestando-se a patologia denominada de “síndrome de irradiação aguda”, que é a impossibilidade das células humanas se recuperarem e outras consequências desastrosas, como a impossibilidade do corpo humano de resistir às infecções.

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O que o indivíduo deve fazer diante de uma hecatombe nuclear é se abrigar rapidamente em uma construção, que possa ser considerada robusta, permanecendo no centro da edificação ou se conseguir, deve se abrigar abaixo da superfície da Terra, ali permanecendo por aproximadamente 12 a 14 horas, a fim de que os índices da radiação gama caiam de modo exponencial depois que a explosão tenha sido deflagrada.

A única exceção para o uso de um automóvel diante de uma explosão atômica, é que o veículo esteja em uma garagem à base de concreto; sendo que esse último formará um grande escudo para as pessoas abrigadas dentro do carro.

Bomba atômica em Hiroshima, 1945

#Doença #EUA