Quase todo mundo já deve ter ouvido dizer que comer antes de dormir e fazer lautas refeições à noite são duas más ideias. Ainda assim, há quem faça essas coisas. Este artigo se dedica em primeiro lugar a explicar o que a ciência tem aprendido sobre os efeitos dos lanchinhos tarde da noite ou dos banquetes noturnos e, em segundo lugar, a apresentar o que a ciência já sabe sobre as causas que levam as pessoas a consumirem #Comida das referidas formas.

Uma das coisas que as pesquisas científicas têm apontado é que o processamento dos alimentos no interior do organismo humano ocorre de maneiras diferentes, dependendo da parte do dia em que o alimento foi consumido e que as calorias consumidas entre o horário tradicional do jantar e a hora de dormir tendem a ser armazenadas na forma de gordura - o que pode ter graves consequências para a saúde - em vez de consumidas.

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Outro problema sobre o qual as pesquisas têm lançado uma luz é que as pessoas tendem a escolher itens mais apetitosos - e calóricos - para seus lanchinhos tarde da noite, seja como forma de combater o estresse deixado pelas experiências vividas ao longo do dia seja como uma compensação pelas restrições alimentares a que se submeteram durante o dia.

Um estudo realizado há quatro anos abrangendo voluntários obesos ou com sobrepeso indicou que aqueles que comiam depois das três da tarde perderam menos peso do que aqueles que não comiam depois desse horário mesmo que os dois grupos tivessem o mesmo consumo diário de calorias, dormissem o mesmo tanto e se exercitassem do mesmo jeito. As pessoas que comiam mais tarde perderam, em média, vinte por cento menos peso do que os membros do outro grupo.

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Entre as razões que levam as pessoas a comer mais tarde estão fatores como a rotina delas, que pode impedir que se alimentem bem nas refeições anteriores. Outro motivo pode ser uma disposição natural dos seres humanos a alimentar-se tarde justamente porque as calorias consumidas à noite tendem a ser armazenadas, o que nos tempos de comida escassa favorecia as pessoas que tinham esse hábito, que acabaram ganhando uma vantagem evolutiva sobre os outros humanos e transmitindo essa característica a seus descendentes. É possível que o equilíbrio hormonal do organismo também tenha um papel na predisposição das pessoas a comer tarde: com o avanço do dia, as concentrações dos hormônios cortisol e adrenalina, que seguem o ciclo circadiano do organismo, tendem a cair, o que pode, pensam os cientistas, estimular os ataques noturnos à geladeira.