Segundo o Mail Online, o cientista Chris Impey, que é professor e vice-chefe do departamento de astronomia da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, afirmou em entrevista ao site Futurism que vida alienígena será encontrada daqui a no máximo quinze anos e dentro do próprio Sistema Solar. Entretanto, esses organismos não serão, nem de longe, dotados de uma inteligência superior, tratando-se, na verdade, de seres vivos unicelulares.

De acordo com Impey, existem locais bem próximos à Terra onde essa detecção pode ocorrer, como por exemplo, na lua que orbita Júpiter conhecida como Europa, ou mesmo em Encélado, que orbita Saturno.

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E esta tarefa se tornará mais fácil com o auxílio do Telescópio Espacial James Webb, previsto para ser colocado em órbita em outubro de 2018.

Mirando nas luas

Cientistas acreditam que as luas Europa e Encélado reúnem condições favoráveis para o surgimento da vida tal como é conhecida por possuírem alguns dos ingredientes fundamentais para a existência desse cenário, como por exemplo, calor (proveniente de seus núcleos e da interação com os planetas que orbitam – fenômeno este conhecido como "força de maré") e água em estado líquido.

Europa é um dos satélites mais enigmáticos do Sistema Solar, apresentando uma superfície coberta de gelo devido à distância que está do Sol. Entretanto, os pesquisadores apontam que abaixo desta crosta existe um oceano global de água salgada, e a NASA e a Agência Espacial Europeia (também conhecida pela sigla ESA) têm planos de enviar uma missão não tripulada para estudar esta lua em busca de sinais de vida.

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Em março deste ano, um estudo revelou que Encélado (que também possui uma superfície de gelo) apresenta atividade hidrotermal – ou seja, circulação de água quente –, o que significa que seu oceano pode estar bem mais perto da superfície do que os cientistas imaginavam.

Procurando mais além

Mas não são somente as luas do Sistema Solar que podem abrigar formas de vida simples. Mundos encontrados recentemente ao redor de outras estrelas além do Sol, conhecidos como exoplanetas, podem conter organismos vivos.

Um exemplo é sistema Trappist-1, localizado a 39 anos-luz de distância da Terra (um ano-luz tem aproximadamente 9,5 trilhões de quilômetros, o que, na escala cósmica, é considerado "perto") e composto por sete planetas com tamanho semelhante ao do nosso mundo – três dos quais podem ser habitáveis.

Entretanto, até mesmo a localização de vida inteligente não está descartada, já que segundo Chris Impey, os estudos realizados na atualidade pelo projeto SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence, ou Busca por Inteligência Extraterrestre em português) são tão bons quanto a soma do todos os experimentos realizados anteriormente pelo projeto juntos.

É esperar para ver. #Ciência #Curiosidades #EUA