Dar vida especialmente #ressuscitar os mortos sempre foi algo visto como providência dos deuses ou semideuses. Como exemplo, podem ser citados milagres atribuídos a Elias e Eliseu no Antigo Testamento e a Jesus Cristo no Novo Testamento, incluindo sua própria ressurreição dos mortos.

Ou o simples fato de o livro de Gênesis, na Bíblia, diz, ao contar as origens da humanidade, que Deus criou um homem, Adão, a sua imagem e semelhança a partir do pó e, com uma costela deste homem, criou uma mulher, Eva, para ser sua companheira e para que ambos tivessem descendência.

Asclépio, semideus grego associado à medicina, filho de Apolo, segundo uma versão de sua história, foi morto por Zeus, deus supremo do Olimpo por estar curando todos os mortos e esvaziando o Hades, morada deles.

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A ficção científica, é bem verdade, fez também suas incursões imaginárias nesse território. No famoso Frankenstein, escrito por Mary Shelley, um cientista, o doutor Victor Frankenstein, reúne pedaços de cadáveres para criar um corpo e anima este corpo de vida.

Embora o ser assim criado não receba um nome específico no livro, a cultura popular costuma referir-se a ele pelo sobrenome de seu criador, Frankenstein. A depender das expectativas de um especialista, devolver a vida aos mortos vai deixar de ser tarefa de divindades, seres mitológicos ou heróis da ficção especulativa e se tornará um procedimento médico.

O doutor Himanshu Bansal, que trabalha com as empresas Biotech Revita Life Sciences e Bioquark Inc., recebeu sinal verde das autoridades responsáveis por julgar o caráter ético de experimentos médicos para tentar trazer à vida partes dos sistemas nervosos de 20 pessoas declaradas clinicamente mortas e mantidas vivas apenas com aparelhos.

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A equipe do pesquisador usará algumas técnicas, como, por exemplo, a injeção de células-tronco no cérebro de cada corpo e monitorará cuidadamente os corpos em busca de sinais de regeneração nervosa. Os cientistas envolvidos no projeto acreditam que as células-tronco injetadas no cérebro dos pacientes podem, com base no tecido que as circunda, regenerar o sistema nervoso dos mortos.

O doutor Ira Pastor, presidente da Bioquark Inc., afirmou tratar-se de uma experiência pioneira e pode ser um passo para que no futuro seja possível ressuscitar os mortos. A empresa está cooperando com um hospital para achar pacientes apropriados cujas famílias não pretendam doar os órgãos por motivos religiosos ou outros.

A empresa acredita que o conjunto de técnicas que usa deverá fornecer algumas respostas interessantes ainda nos primeiros meses da experiência.

Embora alguns procedimentos anteriores do doutor Bansal tenham dado resultados promissores, o médico admite que regenerar todo o cérebro e devolver os pacientes à vida provavelmente não poderá ser feito logo, mas a primeira fase de seu projeto, que será levada a cabo em um hospital do estado indiano de Uttarakhand, pode revelar-se um passo importante nesse caminho. #Saúde #Morte