Inverno se aproximando e um velho e conhecido problema também retorna aos hemocentros espalhados pelo #Brasil: o baixo estoque de bolsas de sangue.

Por causa da chegada da estação mais fria do ano, muitos se desestimulam ou nem saem de casa, preferindo a companhia de uma coberta. Outros têm medo de contrair doenças respiratórias, época em que mais se registram casos dessa tipologia.

Com o objetivo de reverter a falta de doações de sangue, instituiu-se, desde 2014, uma campanha denominada “Junho Vermelho”, a qual busca a conscientização desse ato em todo o país. Segundo informações, praticamente todos os estados brasileiros têm hemocentros operando em situação crítica – leia-se falta de voluntários que arregacem as mangas e tenham sangue nas veias.

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Aliado a isso, durante o inverno, existe o crescimento da demanda.

A partir de primeiro de junho até o fim do mesmo mês, vários monumentos e edificações espalhados por São Paulo, Bahia, Goiás, Paraná, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Santa Catarina adotam a cor vermelha em suas iluminações, em óbvia referência ao incentivo de doar sangue.

Outro intuito do “Junho Vermelho” é fazer com que as pessoas se disponham a doar periodicamente e que esse gesto se transforme num hábito permanente.

A queda na temperatura é um fator relevante para que os hemocentros acendam a luz vermelha de alerta. Em certos lugares do Brasil, a ocorrência de dias chuvosos desmotiva os potenciais colaboradores de aparecerem nos recintos de coleta. Estima-se que os bancos de sangue tenham uma redução de até 30% em suas reservas.

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Os números são favoráveis à campanha, pois as estatísticas de 2016 mostram um aumento de 30% no número de doações no estado de São Paulo, quando comparadas em igual período de 2015.

Necessita-se de todos os tipos de sangue, porém os que possuem maior urgência para doações são os do tipo O- (O negativo) e AB- (AB negativo). O percentual da população que tem essas características é de 7% e 1%, respectivamente.

Quem pode doar?

Um valioso lembrete: não é qualquer um que pode doar sangue; existem algumas restrições que, geralmente, são detectadas na fase de entrevista com o voluntário.

Deve-se alimentar bem, ter idade entre 16 e 69 anos e respeitar o intervalo de doações, caso você seja um doador assíduo. Para as mulheres, é permitido doar a cada 90 dias; para os homens, a cada 60 dias.

Estipula-se uma classificação de impedimento, chamada de temporária e definitiva: se você estiver grá#vida, resfriado, passou por endoscopia, amamentando, com herpes, fez tatuagem/maquiagem definitiva nos últimos 12 meses ou ingeriu bebida alcoólica nas últimas 12 horas, entre outros quesitos, você se encaixa na primeira classificação.

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O melhor é aguardar ou voltar da próxima vez.

No entanto, se você já teve/tem malária, doença de Chagas, Aids ou similar, hepatite após os 11 anos de idade ou usou drogas ilícitas injetáveis, infelizmente estará impedido de fazer doação de sangue. Como consolo, aprecie a iluminação vermelha dos monumentos, tire uma foto e poste em sua rede social, divulgando esse importante ato. #Saúde