No último dia 23 de junho, sexta-feira, o Dr. Marcus Ageu Batista, cirurgião vascular, realizou no Centro #cardiovascular do Hospital viValle uma cirurgia para a colocação de uma endoprótese para correção de um aneurisma da aorta. A novidade é o material utilizado para a confecção da peça corretiva.

Endopróteses são peças utilizadas para corrigir saliências ou dilatações que podem ocorrer na aorta (aneurismas), corrigindo a lesão local e evitando um quadro possivelmente grave de hemorragia interna. Surgida nos anos 90, as endopróteses são muito importantes no tratamento da doença, que quando não tratada, é altamente letal.

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Com experiência de 15 anos em angiorradiologia e cirurgia endovascular, o Dr. Marcus Ageu explica que o material utilizado para essa cirurgia pertence à mais nova geração de endopróteses disponível no Brasil e é a primeira vez que esse material é utilizado num procedimento no Vale do Paraíba. “Vi várias melhorias que facilitaram a vida do paciente. Essa endoprótese possibilita um procedimento menos invasivo, um pós-operatório menos traumático e a perspectiva de uma durabilidade muito maior”, explica Dr. Marcus Ageu.

Modelos anteriores utilizam uma rede metálica coberta por um tecido como estrutura para a peça. O metal, por volta de oito a 10 anos, pode sofrer fraturas por fadiga. A nova peça utiliza a aplicação de um polímero durante a implantação da endoprótese, que funciona como um exoesqueleto mais resistente ao desgaste, portanto menos suscetível às fraturas.

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Essa quantidade de metal reduzida na estrutura permite a utilização de um sistema de condução de calibre reduzido, possibilitando o uso em artérias mais estreitas e um risco menor de ferir artérias sadias. Para o paciente, isso significa um procedimento menos invasivo e um pós-operatório mais confortável.

Outra preocupação em procedimentos desse tipo é o deslocamento da prótese depois de implantada. “A longo prazo, a endoprótese pode ir ‘escorregando’, podendo criar pequenos vazamentos de sangue que podem encher o aneurisma novamente”, alerta o médico. Isso acontece porque o material utilizado na fixação da endoprótese são ganchos de metal, mas a nova #Tecnologia utiliza o mesmo polímero do corpo da peça no preenchimento de anéis para promover uma fixação mais eficaz e resistente ao deslocamento.

Aneurisma da aorta

No Brasil, segundo o Ministério da #Saúde (MS), entre novembro de 2014 e novembro de 2015, foram registradas 8.939 internações hospitalares relacionadas com aneurisma da aorta. A doença ocorre pelo enfraquecimento da parede arterial. Os fatores causadores deste enfraquecimento estão relacionados com fatores como a hipertensão arterial e o tabagismo.

É uma doença de grande ocorrência, e silenciosa. Aproximadamente 75% dos casos não apresentam sintomas. Ainda segundo dados do MS, aproximadamente 2% da população com mais de 60 anos e cerca de 5% depois dos 70 anos possuem dilatação na aorta.