Poucas pessoas sabem da importância de saber de onde vem suas crises de #Ansiedade. Quando se descobre o porquê e de onde vêm os transtornos, descobre-se como podem ser tratados. Nisto que se baseia um dos tratamentos mais eficazes para esse problema: a psicanálise clínica – a relação do paciente com seu autoconhecimento através do acesso ao seu inconsciente.

É possível explicar melhor falando um pouco sobre o conceito disso. A ansiedade tem muitas definições diferentes, mas só quem sente sabe como realmente é. No dicionário, a seguinte definição é: “grande mal estar físico e psíquico; aflição, agonia”. Para Freud, é dividida em duas: ansiedade realística e ansiedade neurótica.

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Qual a diferença entre elas? A primeira tem função adaptativa, ou seja, é a que prepara o organismo para o perigo, estamos falando de uma reação fisiológica. Já a segunda é a prejudicial e patológica, que é a que está sendo abordada nesse artigo.

Mas qual a causa?

Para entender sobre isso é importante saber o que Freud pensa a respeito. Para ele, uma das causas mais comuns é a retenção de libido – a falta da descarga adequada. Tudo que é acumulado corre o risco de romper/extravasar, podendo ocasionar reações patológicas. Em outras palavras, é a expectativa não consumada. É algo esperado que não se concretizou.

Outra causa que se parece muito com a primeira é a fobia. Não a fobia em si, mas a situação que a ocasionou. Muitas vezes a aversão a alguma coisa está relacionada à fantasias que se teve ou tem e foram reprimidas por se opor aos valores (seja da própria família ou mesmo da sociedade), que são chamadas de fantasias recalcadas.

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Na época de Freud, era a repressão à sexualidade. As pessoas tinham medo de falar sobre isso, embora tivessem a necessidade de saber mais sobre o assunto. A sociedade europeia da época condenava a vida sexual não conjugal e piorava com o adiamento do casamento por motivos econômicos e pelo controle da natalidade. São conceitos complexos, mas que não podem ser desconsiderados.

Para finalizar, a ansiedade se manifesta como consequência de um evento traumático e se torna constante pelo receio/ameaça desse evento acontecer de novo. Ou seja, aconteceu algo que gerou um trauma que provocou uma crise de ansiedade por causa disso e essa crise se repete porque, consciente ou inconscientemente, o momento é vivido com frequência ou existe o receio/medo de viver outra vez. E toda vez que é pensado o sistema nervoso tem uma reação, que gera o distúrbio de ansiedade.

Agora ficou claro por que é importante entender de onde ela veio.

Qualquer pessoa com esse distúrbio deve buscar o autoconhecimento, a autoanálise.

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Por que é falado “inconscientemente”? Porque, às vezes, nem a pessoa mesmo sabe qual é o seu trauma, o que ocasiona isso.

Às vezes, é algo que aconteceu na infância e ela não lembra. E a partir do momento que isso se descobre há mais chances de cura, porque ela aprende a ter autocontrole sobre essa determinada situação.

Caso seja algo que vem do seu inconsciente, procure um psicanalista. #Saúde