Até agora, a morte é um processo definitivo. Contudo, no final do ano passado, o CEO da empresa norte-americana Bioquark, sediada na Filadélfia, Ira Pastor, anunciou que a morte cerebral não é irreversível, e que ele e sua equipe estavam trabalhando para trazer os mortos à vida.

Conforme o estudioso, ainda este ano, em algum país da América Latina, ele usará um complexo método envolvendo células-tronco para dar vida aos pacientes diagnosticados com morte cerebral.

Segundo Pastor, que não revela o segredo, nem o país onde o procedimento acontecerá, membros da Bioquark desenvolveram uma série de medicamentos injetáveis capazes de reiniciar o cérebro.

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Agora, eles, que não pretendem iniciar os estudos em animais, e sim diretamente em humanos, desejam começar os procedimentos ainda este ano, conforme informações do jornal britânico Daily Mail – veja a manchete.

Inicialmente, Pastor e seu colaborador Himanshu Bansal, cirurgião ortopedista, fariam os testes na Índia. Porém, após anunciarem pretensões de ressuscitar os mortos, eles foram impedidos de atuar no país pelo Conselho indiano de Pesquisa Médica.

O método

A equipe objetiva examinar indivíduos com idades entre 15 a 65 anos, declarados mortos em decorrência de lesão cerebral traumática. Para isso, serão usados exames de ressonância magnética para eles procurarem possíveis sinais da reversão da morte cerebral.

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A técnica de ressuscitação será dividida em três etapas. Na primeira, eles obterão células-tronco do sangue do próprio paciente, onde elas serão novamente injetadas no corpo do doador.

Na segunda etapa, uma dose de péptidos (ou peptídeos) será injetada na medula espinhal do falecido.

Por último, o morto passará por um curso de estimulação nervosa durante 15 dias. O processo envolve laser e estimulação nervosa mediana no intuito de reverter a morte cerebral.

O CEO da Bioquark explica que os testes fazem parte de um projeto mais amplo e audacioso chamado ReAnima. Pastor também pertence ao conselho consultivo da ReAnima.

O objetivo dos pesquisadores é “explorar o potencial da tecnologia biomédica de ponta para neurorregeneração humana e neurorreanimação”.

Embora Ira Pastor esteja confiante de começar o polêmico método este ano, é possível que o procedimento seja barrado, como aconteceu na Índia. Afinal, num mundo abarrotado de pessoas, reverter a morte pode ser um problema ainda maior do que a própria morte em si. #Ciência #Curiosidades #Medicina