Segundo o filósofo francês Bernadus Cornetesus, sempre o conhecimento só pode avançar quando está no ombro de um gigante. Então, sem dúvida nenhuma, Aristóteles foi um desses gigantes da história da humanidade e também, dentro da sua ciência empírica que elaborou, não teve nenhum ombro de gigante para subir.

Por isso mesmo, devemos perdoá-lo por acreditar que 'o orvalho da noite é que dava origem aos insetos'. Mas na época do filósofo estagirita, não se compreendia nada quase sobre a realidade e as coisas, junto claro, aos seres vivos.

De um ponto de vista contemporâneo, seria muito difícil compreender a esmagadora complexidade da natureza, de uma lagarta que se transforma em uma linda borboleta até o brilho de uma estrela lá no firmamento à noite, utilizando um mísero equipamento cientifico que cabe na caixa craniana.

Publicidade
Publicidade

Mas a teoria cosmológica aristotélica foi a mais duradoura do que todas ao longo da história, foram 18 séculos com as 55 esferas no celeste, e as ideias ingênuas suas sobre os elementos.

Após 1.500 anos da morte do filósofo grego, havia um clérigo que era inglês e se chamava Robert Grosseteste (1170-1250) e que se apoiou sim, no ombro de um gigante grego. E o que ele descobriu poderia fazer com que visionários do tamanho de um Verne, um Clarle ou um Wells, fossem apenas míseros míopes. Ele viu em pleno século XIII o 'Big Bang', a teoria dos universos paralelos, e a conservação de matéria. Assim, foi nomeado bispo de Lincoln no Reino Unido, e escreveu no ano de 1225, um texto cientifico que era um tratado, que era uma teoria sobre a luz, que tinha como título ‘De luce”. Ele escreve que o universo teria sua origem em uma grande explosão, uma condensação posterior e uma grande expansão que ao mesmo tempo, reduz a densidade de todo o cosmos até o mínimo nível.

Publicidade

Sai intuição é muito surpreendente, mas o “abracadabra” completo, vem depois.

Quando equipes de cientistas multidisciplinar, medievalistas e linguistas dos Estados Unidos, da Itália, do Reino Unido que são lideradas pelo físico Richard G. Bower, que trabalha na Universidade de Durham, escreveu as formulações matemáticas que submeteu à teoria do clérigo, viram que tinham fundamento. Eles escreveram essas equações em nível da matemática moderna em uma técnica computacional, as resolveram numericamente sempre buscando soluções.

Os cientistas, em outras palavras, traduziram do latim a modelos matemáticos que determinam que aquilo tudo se fundamental. Não era uma ilusão alucinante como na obra 'Viagem à Lua' do autor Cyrano de Bergerac.

O que mostra é que o modelo de Grosseteste funciona, e se expressou esse modelo sobre à interação da luz com o modelo da matéria nos termos matemáticos modernos. Isso mostrou que o modelo pode gerar realmente uma estrutura do universo. Ainda segundo Bower, com seus colaboradores, o acerto se dá com a nítida compreensão das ondas de luz com a sua interação na matéria.

Publicidade

A originalidade do bispo teria sido o pensar que as ondas de luz, junto com as suas propriedades, e também os mecanismos que se percebe são as principais causas da unidade, contém uma ordem casual que há explicações dos fenômenos naturais.

Em sua expansão, que daria em todas as direções, essa luz introduziria às dimensões da matéria que são três.

Enquanto essa medida da luz pode tirar a matéria para fora, o raio aumenta enquanto diminui a densidade e assim, a matéria é conservada. Como uma Thermomix, robô que cozinha, o modelo matemático pode funcionar colocando ingredientes num programa de computador, e escolher o programa, e então se tem um resultado.

Se esses mesmos programas variarem, esses resultados podem mudar. Somente tem que colocar as condições iniciais adequadas, e a Themomix do físico Bower e os seus colaboradores, será capaz de fazer o universo segundo as escrituras do bispo. O universo medieval de Grosseteste, contém um estreito número de perfis que tem opacidade e densidades que iniciam e nos leva a um universo estruturado e estável com suas nove esferas sem a menor imperfeição.

Ainda segundo o físico, não há diferença nenhuma com o pensamento cosmológico no modelo do universo do bispo medieval, ele é acomodado em uma espacial combinação de fundamentais parâmetros. A maior contribuição do bispo Grosseteste, segundo os pesquisadores, foi esta e esse autor e seu legado vive na universidade que tem o seu nome.

O mais bizarro é que há um movimento para obter uma canonização do bispo, mas a bizarrice não é só pelo fato de Grosseteste ter sido um inimigo ferrenho contra o papado, que levou a cisma anglicana. Mas por causa de uma lenda que diz que seu fantasma apareceu para o papa Inocêncio IV, que juntou a sua equipe e puniu pelos seus atos corruptos.

Os métodos de Grosseteste foram tão extraordinários e revolucionários, que alguns estudiosos acadêmicos do século passado, reivindicaram como o cientista moderno primeiro, que antecedeu o método cientifico. #Filosofia #2017 #Lula