Sabemos que o número de pessoas diagnosticadas com algum tipo de #Diabetes no Brasil cresce a cada ano. Vários são os fatores que contribuem para o desenvolvimento desta doença, tais como: má alimentação, sedentarismo, hábitos irregulares de vida, fatores hereditários, entre outros. O que muitas pessoas não sabem, é que por trás do diagnóstico de diabetes estão muitas outras patologias, assim como a hepatite C.

Segundo a Sociedade Brasileira de Hepatologia, as pessoas portadoras de hepatite C têm uma probabilidade maior de manifestar em seu organismo diabetes tipo 2. De acordo com o estudo, pessoas portadoras de diabetes apresentam resistência à insulina, o que contribui para agravar os sintomas da hepatite.

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O que preocupa atualmente aos médicos e cientistas é o fato da hepatite C ser uma doença muitas vezes assintomática, se apresentando de maneira silenciosa. Cerca de 70% das pessoas acometidas não fazem ideia que têm a doença, e o diagnóstico tardio diminui a eficácia de tratamentos efetivos.

Evoluindo de forma crônica ao longo dos anos, - em média 25 a 30 anos -, a doença atinge o fígado sem que ao menos a pessoa atingida perceba, o que causa o avanço da doença, trazendo graves consequências, como cirrose ou até mesmo câncer de fígado. Porém, além destes malefícios, há um em especial que poucos conhecem.

O elo entre as duas patologias

O vírus da hepatite interfere na eficácia dos níveis de insulina, substância responsável por controlar o açúcar no sangue, o que torna dificultoso o metabolismo da glicose.

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Este fator passa a mensagem para o corpo de que o mesmo precisa produzir mais insulina, a fim de manter o nível de açúcar normal no organismo. O que ocorre com o passar do tempo é que, os portadores da hepatite começam a desenvolver resistência à insulina, posteriormente, intolerância à glicose. Neste momento, o portador torna-se propenso a desenvolver diabetes.

O grande desafio visto pela sociedade científica é que, devido muitas pessoas não saberem que possuem o vírus, ao realizarem algum tipo de exame e receberem diagnóstico de alteração metabólica, não saberão que tal resultado pode ter se dado devido à hepatite C, o que interfere no início imediato do tratamento. A população mais atingida, segundo à Sociedade Brasileira de Hepatologia, possui entre 40 e 60 anos.

Portanto, um diagnóstico precoce e tratamento adequado aos portadores de hepatite C reduzem razoavelmente as chances de adquirir diabetes tipo 2. Se porventura a pessoa já tiver adquirido a doença, essas práticas diminuirão complicações e tornarão o tratamento mais efetivo. #prevenção #Saúde