Nada de asteroides, tsunamis, terremotos, incêndios, nem mesmo o aquecimento global são capazes de causar a extinção da vida na Terra, revelaram cientistas da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos.

Para realmente acabar com a humanidade e os outros seres vivos, um evento astrofísico muito poderoso teria que acontecer e fazer os oceanos do planeta ferverem, literalmente. Estamos falando aqui da radiação e do calor cósmico, de acordo com o novo estudo sobre a destruição do planeta.

Apenas esses dois fatores são capazes de destruir a vida por completo, até os seres mais resistentes que já foram encontrados até hoje - criaturas microscópicas e aquáticas que podem suportar temperaturas tão frias como -272 °C e tão quentes como 150 °C, mais propensos a sobreviver quando todos os outros estão mortos.

Publicidade
Publicidade

Nem eles conseguiriam sobreviver a uma exposição prolongada a calor severo e radiação cósmica sem água ou tempo infinito no espaço. O que superaria, inclusive, as consequências do impacto do asteroide que matou os dinossauros e 75% das espécies há 65 milhões de anos.

Esses eventos cósmicos podem chegar à Terra por meio do choque de algum objeto extremamente quente ou radioativo, pela explosão de supernovas (estrelas gigantes na “última fase da vida”) ou raios gama, que possuem altas cargas de energia.

Nesse estudo, os pesquisadores calcularam pela primeira vez a quantidade de energia necessária para aquecer as águas do planeta o suficiente para fazer a vida sumir por completo. Isso é equivalente a cerca de um milhão de vezes o consumo anual total de energia por parte dos seres humanos.

O mundo vai acabar?

Nada disso é muito provável.

Publicidade

Isso porque "os objetos do tamanho certo que poderiam se chocar com a Terra não estão vindo em nossa direção", segundo o autor de estudo e astrofísico, Avi Loeb, da Universidade de Harvard.

Embora o calor emitido por uma supernova possa fazer com que toda a água da Terra evapore, essa explosão deveria estar "ao lado", cosmicamente falando, de 0,13 anos-luz de distância, algo em torno de 30 vezes mais perto do nosso sistema solar do que o candidato a supernova mais próximo.

Há quase zero chances de que rajadas de raios gama aconteçam a uma distância capaz de tirar os mares da Terra e levar ao fim do mundo. "Realmente é muito difícil esterilizar um planeta", diz Gregory Laughlin, um astrônomo da Universidade de Yale, que não estava envolvido no estudo. #Fim do mundo #destruição #fim da vida