Desde que a Aids se tornou um mal conhecido em todo o mundo, no final da década de 1980, a popularização da camisinha aconteceu nas mais diversas regiões. O hábito, no entanto, acabou não se incorporando também no sexo oral. O fato de pessoas estarem tendo muitas relações íntimas orais sem o preservativo está atraindo o que a Organização Mundial da Saúde (#OMS) chama de supergonorreia.

Ela é chamada assim porque a cura vai se tornando cada vez mais difícil e os antibióticos, simplesmente, não funcionam mais. Em muitos casos, a cura torna-se impossível. De acordo com a OMS, como mostra uma matéria publicada nesta sexta-feira (7) pelo jornal 'O Globo', a situação é "muito grave".

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O medo da supergonorreia: a doença que pode não ter mais cura

O problema identificado pelos pesquisadores é que a bactéria que causa a gonorreia foi ficando esperta e que, ao tomar novos antibióticos, ela passa a não ter mais cura, já que começa resistir aos antibióticos criados, justamente, para inibir a sua existência. Para chegar a essa conclusão, a maior organização de saúde do mundo conseguiu fazer uma pesquisa sobre esse tema em pelo menos 77 países.

O que mais surpreendeu é que o problema é maior conforme a renda do país. Isso porque as pessoas têm mais condições de ir ao médico, tomar a medicação e tentar a cura. Em pelo menos três países do mundo - Espanha, França e Japão - já se detectou pacientes que não podem ser mais curados.

Saiba como se prevenir da supergonorreia

O problema é que a doença também estaria chegando a países mais pobres.

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Neles, o diagnóstico para se saber de a DST (Doença sexualmente transmissível) é ou não tratável é mais difícil. A forma mais eficaz de evitar não apenas a gonorreia, mas também outras DSTs, é o uso do preservativo também para o sexo oral. A camisinha feminina também deve ser usada quando elas receberem a prática. A maior preocupação da OMS é a infecção que essa bactéria pode causar na garganta. Ela pode ser um primeiro passo para o câncer de garganta. Além disso, como a região da boca e das genitálias ficam purulentas, existe também um maior risco de que #Doenças como o HIV sejam transmissíveis.

Depois de uma queda histórica do HIV, o mundo vê as taxas de aparecimento do vírus crescerem. Acredita-se que, por a doença não matar mais como no passado, as pessoas não tenham mais medo de conviverem com ela. Os especialistas lembram que não é nada fácil conviver com o vírus e que conseguir os remédios também pode ser um problema.