Novo estudo no campo da Genética, evidência que o modo como observamos o meio social nos primeiros meses de vida é determinado pela nossa genética. Este achado nos mostra que, em teoria, podemos ter herdado grande parte de afinidades "pré-definidas" quando olhamos o mundo e o que nós iremos focar nosso olhar para dar a devida atenção.

A influência genética sobre nós no campo social já vem sido teorizada a algum tempo e agora temos uma evidência fortíssima de que isso nos instrui, em como lidamos e para onde nos orientamos ainda quando #Bebês. O estudo consistiu em uma análise que examinou 338 crianças, as testando quando tinham apenas 18-24 meses de idade.

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Oitenta e duas das crianças eram gêmeas idênticas - isto é, gêmeos que compartilham o mesmo genótipo exato - e outros 84 eram gêmeos não idênticos (gêmeos que compartilham apenas 50% de seu genótipo, como outros irmãos não-gêmeos). As crianças restantes eram controles não-irmãos (84) ou crianças com diagnóstico de autismo (88). Durante os testes, os pesquisadores usaram tecnologia de rastreamento de olho para medir todos os movimentos dos olhos de cada criança enquanto assistia à vídeos de cenas tipicas de experiencias vividas na infância, como crianças brincando ou atrizes que desempenharam o papel de cuidador.

Cada gêmeo foi examinado de forma independente, em momentos diferentes, sem o outro gêmeo presente. No entanto, gêmeos idênticos também eram quase idênticos na forma como eles assistiram aos vídeos: o quanto um gêmeo idêntico olhava os olhos de outra pessoa era quase perfeitamente combinado com o seu co-gêmeo.

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Em contraste, para gêmeos não idênticos, essa parcela caiu para apenas 10%. Os gêmeos idênticos também eram muito mais propensos a mover seus olhos nos mesmos momentos do tempo, nas mesmas direções, em direção aos mesmos locais e ao mesmo conteúdo, refletindo o comportamento um do outro dentro de apenas 17 milissegundos.

Os efeitos persistiram à medida que as crianças cresciam. Quando os gêmeos foram examinados novamente, mais de um ano depois, os mesmos efeitos foram encontrados: os gêmeos idênticos permaneceram quase perfeitamente combinados em seus níveis de aparência, mas os gêmeos não idênticos tornaram-se um pouco mais diferentes do que antes. Foram observadas respostas diferentes em bebes com autismo, que por sua vez, tiveram respostas diferentes e bem menos expressivas do que em bebes sem diagnóstico de autismo.

"Esses dados nos mostram que os genes de uma criança formam a forma como ela vê o mundo. E como uma criança olha para o mundo é como ela aprende sobre o mundo. Cada movimento do olho - acontecendo a cada meio segundo - forma o desenvolvimento do cérebro.

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Então, você pode imaginar esses efeitos se espalhando, criando a forma como uma criança vê e entende seu mundo ", diz Warren Jones, PhD, autor principal do estudo e Nien Distinguished Chair in Autism at Emory University School of Medicine. "Isso altera nossa compreensão de como as crianças experimentam seu meio ambiente e altera a nossa compreensão sobre quais as forças formam essa experiência. Isso nos mostra que nossa biologia genética exerce uma influência forte e generalizada sobre o que, de outra forma, imaginamos ser percepções individuais únicas".

Com essa descoberta temos um norte mais seguro para adaptarmos a forma como olhamos nossos bebês para ter ferramentas e medidas úteis para o seu desenvolvimento, e também para sabermos nos instruir e nos educar em como lidar com bebês com autismo, e também entramos em questões mais profundas. Claro que podem ser especulativas muito prematuras, mas esta evidência nos faz perguntar: até quando somos influenciados por essa força "maior" ? Será determinante em nossas vidas?

Sem dúvida, essas questões geram diversas outras, mais "imaturas", ainda no campo filosófico, entretanto esse achado ira nos ajudar a criar maiores meios de como entender em como a relações "macrosociais" se formam ou são influenciadas, desde problemas simples da casa até problemas de estado que vem sido amplamente debatido. #Sociedade