Os smartphones, com suas mil e uma utilidades, às vezes, até para telefonar eles servem, vem se tornando quase onipresentes. Nas ruas, nas escolas, nas empresas, lá estão eles. Até onde não devem, como teatros e cinemas, os danados frequentemente entram em ação - para o furor de quem quer assistir a uma peça ou filme em paz.

Há outro lugar em que eles têm entrado em ação e no qual seria melhor se não o fizessem. O risco que os telefones representam nesse outro lugar, porém, não é à paciência alheia, mas à #Saúde do próprio usuário.

O lugar em questão é o #banheiro. Por um lado, não é nenhum mistério como eles conquistaram seu lugar até mesmo nesse local.

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Muitas pessoas gostam de ler no banheiro e os telefones permitem às pessoas aproveitar seus intervalos no banheiro para mais do que simplesmente satisfazer suas necessidades fisiológicas e quebrar a monotonia e a dureza do trabalho ou da escola com alguns instantes de diversão, conhecimento, fofoca ou mesmo realizar ou adiantar tarefas.

Sites de todos os tipos, redes sociais, jogos, e-mails, aplicativos de mensagens etc. Quase infinitas são as possibilidades ao alcance dos dedos. Apesar das óbvias vantagens de usar o #Celular no banheiro, há também uma evidente desvantagem. Segundo o professor de microbiologia Charles Gerba, banheiros (especialmente os banheiros públicos) estão cobertos de germes como, por exemplo, bactérias intestinais provenientes de matéria fecal.

Entre as superfícies mais contaminadas, segundo os especialistas, estão maçanetas, torneiras e o piso.

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Pesquisas chegaram a indicar que um quarto das bolsas têm nelas matéria fecal por entraram em contato ao ficar nos pisos de banheiros. Gerba, que é Ph.D, observa ainda que, mesmo que a pessoa lave as mãos, ela pode ser contaminada ao tocar a torneira ou a maçaneta.

Ele diz que a quantidade de bactérias em um banheiro depende de quão frequentemente o limpam, algo que as pessoas podem controlar em suas casas, mas não em um banheiro público. Segundo Kelly Reynolds, professora de saúde ambiental e também Ph.D, quando alguém dá descarga, água com fezes e urina espirra por volta de dois metros em cada direção.

A cada descarga, mas partículas de água contaminada se espalham pelo banheiro, ficando especialmente concentradas perto do vaso sanitário. Assim, as superfícies onde as pessoas apoiam seus telefones enquanto fazem suas necessidades devem estar cobertas de água suja do vaso, o que pode contaminar o aparelho com matéria fecal e germes transmissores de doenças.

Nessas condições, usar o telefone depois de usá-lo no banheiro é como não lavar as mãos depois de usar o banheiro.

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Surtos de hepatite, salmonela e Staphylococcus aureus resistente à meticilina já foram ligados a banheiros públicos. Nos Estados Unidos, a causa mais comum de diarreia em adultos, a infecção por norovírus, está geralmente ligada à negligência na hora de lavar as mãos.

Estudos da Universidade do Arizona mostraram que nove em cada dez celulares carregam micróbios que podem causar doenças e o exame de aproximadamente um em cada seis aparelhos deu positivo para a presença de matéria fecal.