A #Hepatite B é uma das cinco variações da doença. Assim como sua forma mais leve (do tipo A), a hepatite B ataca o fígado, gerando uma dolorosa inflamação, entretanto, diferente da antecessora, é um pouco mais complexa e perigosa.

O causador da doença é conhecido como VHB. A partir do momento que esse vírus consegue adentrar o organismo humano, começa a se multiplicar (semelhante ao processo de reprodução de bactérias), até atingir o fígado, o que, consequentemente, gera a inflamação no local.

Com ocorre a transmissão

Existem três formas de se transmitir a hepatite do tipo B: de forma vertical (menos frequente), sanguínea ou sexual (mais frequente).

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Transmissão vertical: ocorre quando a mãe está com a doença e a transmite para o seu bebê no nascimento ou através do leite materno. Geralmente, é mais raro de acontecer, pois a mulher grávida passa por constantes exames, de forma que é possível fazer o diagnóstico da doença e evitar a transmissão para o bebê, embora o risco sempre exista, ainda que em menor proporção.

Transmissão sanguínea: a transmissão é semelhante a de vários tipos de doenças, inclusive o vírus da Aids. Se trata do compartilhamento de seringas, acidentes com seringas sujas de sangue (comum em enfermarias de hospitais), durante uma transfusão de sangue, estar com algum ferimento não cicatrizado, especialmente em alguma mucosa e ter contato com o sangue de outra pessoa, e através de uma hemodiálise. Esse tipo de transmissão é pouco comum, mas acontece.

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A maior parte das pessoas que são diagnosticadas com hepatite B por transmissão sanguínea são usuários de drogas injetáveis que compartilharam a mesma seringa para se drogar.

Transmissão sexual: essa é a forma mais comum de se transmitir a doença. Essa forma de transmissão está no rol das DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) reconhecidas pela OMS (Organização Mundial de #Saúde). Durante uma relação não protegida, o sêmen e as secreções do órgão feminino, podem transmitir a doença. Através da saliva também há riscos.

Tratamento da hepatite B

Para começar o tratamento, é preciso, além de consultar um médico, que este profissional saiba diferenciar, através de exames, qual o subtipo da doença. Além da hepatite B ser uma variação da hepatite, este tipo dispõe de subtipos, que são a crônica e a aguda.

Se o paciente for diagnosticado com a hepatite B crônica, o médico receitará um tratamento à base de antivirais, que costumam ser usados de forma continua. Na maior parte dos casos dessa variação da doença, não há cura, logo, o tratamento visa impedir que os sintomas apareçam e que a enfermidade venha a evoluir.

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Há casos de regressão e cura total da doença, embora não seja comum. Nos casos mais graves, se a doença evoluir para uma cirrose, o paciente pode precisar de um transplante de fígado.

Se o paciente tiver a hepatite aguda, o tratamento é mais complexo, pois o médico receitará remédios para eliminar os sintomas, mas só poderá mudá-los com frequentes exames que venham a dizer que houve uma regressão, pausa ou evolução do vírus no organismo.

Prevenção

O primeiro passo deve começar ao nascimento, tomando a primeira de três doses da vacina contra a hepatite B. Todas as doses serão tomadas até os seis primeiros meses de vida da criança. Geralmente, devido à grande quantidade de vacinas tomadas no primeiro ano de vida, a aplicação da vacina pode ocorrer no 1º, 3º e 6º mês da criança. Filhos de mães que têm a doença devem ser vacinados em até 12 horas após nascimento.

Adolescentes e adultos que não tomaram a vacina e têm certeza que não possuem a doença, podem procurar um posto de saúde ou ambulatório particular de preferência, para atualizar a caderneta de vacinas.

Caso se tenha a exposição a doença, como em um acidente com seringas ou em relações íntimas, a pessoa deve correr para tomar uma imunoglobulina ou a vacina contra a doença, o mais rápido possível, não ultrapassando o período de 24 horas após o contato de risco. A vacina pode ser dada em postos de saúde, ambulatórios e clinicas particulares e em algumas farmácias. #Prevenção Hepatite