A camisinha provocou uma enorme revolução no sexo. Antigamente, era muito comum ouvir uma mulher falar que teve oito filhos, dez filhos. Hoje, no geral, um casal tem dois, três filhos. Muitos casais sequer têm ou planejam um filho.

Além de prevenir a gravidez, o preservativo também foi importante na luta contra as Doenças Sexualmente Transmissíveis, as DSTs. No entanto, será que haverá um sucessor da camisinha. Uma empresa do Reino Unido diz que sim.

Conheça o polêmico Jiftip, um adesivo que tampa a uretra e impede a saída do esperma

No Reino Unido, uma empresa lançou recentemente o chamado Jiftip, que é uma pequeno adesivo, do tamanho de uma moeda, que é colocado na cabeça do pênis.

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Ele tem o objetivo apenas de selar a uretra durante o ato sexual, possibilitando a penetração normalmente.

O problema é que, apesar de teoricamente impedir a saída de esperma no momento íntimo, o produto não seria tão eficaz assim.

'Sinta a liberdade', diz propaganda do Jiftip, o anticoncepcional que pode ser banido

Além do sêmen, o adesivo impede ainda a saída de urina. A Sumina Global Limited é quem fabrica o adesivo e garante que o material é super flexível e dá uma total sensação de liberdade.

Aliás, essa característica é a principal propaganda do produto, que dá a ideia de que as pessoas sentem o mesmo prazer sem camisinha usando o preservativo.

Jiftip não é 100% eficaz na prevenção à gravidez e não impede DSTs

A própria empresa, no entanto, confessa que o produto não é 100% eficaz.

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Ou seja, quem usa ele pode sim engravidar. Além disso, ele também não é tão seguro quanto às doenças sexualmente transmissíveis (#dsts).

O produto é vendido em uma embalagem com três adesivos e não é barato. Ele está sendo vendido no Reino Unido ao preço médio de 4,54 libras esterlina (cerca de R$ 19).

Especialistas garantem: usar o Jiftip pode trazer sérios riscos à saúde

Natika Halil, que é chefe de um departamento do governo inglês que versa sobre o planejamento familiar, diz que usar esse tipo de anticoncepcional pode trazer riscos sérios à saúde. Além disso, há relatos de consumidores que experimentaram a modalidade e revelaram que sentiram uma extrema dor.

"Não há qualquer indício de que esse produto seja seguro ou eficaz, e ele pode ser potencialmente bem doloroso", disse Natika Halil. Ela ainda acusou a empresa de não dar dados significativos sobre a produção do produto e como ele seria realmente capaz de impedir a transmissão de doenças e a gravidez. #Relações